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A importância da alfabetização científica

alfabetização científica

As crianças são descobridoras, exploradoras e questionadoras desde que nascem.

Numa entrevista à revista Psycology Today, em 1996, o astrofísico Carl Sagan disse que “todas as crianças nascem cientistas natos. Nós é que lhes tiramos isso. São muito poucas as que passam pelo sistema e mantêm a sua admiração e entusiasmo pela ciência intactos”. O Incrível Pontinho Azul partilha connosco a importância de uma alfabetização científica precoce. 

Mas o que é que isso quer dizer? As crianças são descobridoras, exploradoras e questionadoras desde que nascem, pois é desta forma que conhecem o mundo. Todos nós já o fizemos, nas nossas brincadeiras, ou em perguntas aos mais velhos.

E estas pequenas mentes ávidas por conhecimento vão sendo minadas a cada vez que nós adultos damos uma desculpa, um resposta simplista como “porque sim”, ou quando simplesmente afirmamos que a “ciência é uma seca”.

É claro que existem perguntas desconcertantes, e para muitas delas não temos resposta. Mas por que não aproveitar esse momento para conhecer e descobrir também? Ao mesmo tempo que o fazemos, partilhamos com as nossas crianças uma grande lição de humildade: a de de que ninguém sabe tudo, mas que nunca é tarde para procurar mais conhecimento.

A Professora Isabel Fialho, do Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora, diz que “na comunidade científica existe consenso na ideia de que o modo como os indivíduos se relacionam com a ciência está relacionado com as atitudes e valores relativamente à ciência desenvolvidos nos primeiros anos de escolaridade.”

Por isso o incentivo à busca do conhecimento se faz necessário desde os primeiros anos. Além de satisfazer anseio por conhecimento por parte das crianças, gera uma imagem positiva com relação à ciência e auxilia no desenvolvimento do pensamento crítico.

Isto sem contar com a importância para o desenvolvimento científico na nossa sociedade. A UNESCO define que “o ensino de ciências é fundamental para despertar nos estudantes o interesse pelas carreiras científicas e assim ampliar a possibilidade do país contar com profissionais capazes de produzir conhecimentos científicos e tecnológicos, que poderão contribuir para o desenvolvimento económico e social da nação.”

É comum a utilização de experiências para a aprendizagem de ciências, o que é muito salutar e torna o processo lúdico, favorecendo a assimilação.

Infelizmente, a vida agitada dos pais na atualidade não permite que estas experiências lúdicas sejam feitas constantemente, o que acaba relegando as ciências apenas às salas de aula.

A impossibilidade de os pais de estarem sempre com seus filhos, como gostaríamos que acontecesse, gera muitas vezes a necessidade de fazer uso de vídeos para que os filhos tenham momentos de entretenimento, algumas vezes, longe dos pais.

É fato que a internet não é uma área segura, principalmente para crianças, mas existem exemplos de bom uso da internet em favor da educação e alfabetização científica.

O Incrível Pontinho Azul é um canal do YouTube que tem como objectivo auxiliar na alfabetização científica, de uma forma divertida, e é direccionado para crianças na terceira infância, entre os 6 e os 12 anos de idade. Os vídeos são curtinhos e têm duração máxima de 3 minutos, para que as crianças não percam o foco.

É maneira de fazer divulgação científica para crianças, apresentando conceitos teóricos das disciplinas de física, química e biologia, de uma forma lúdica.

Não é incomum termos canais de ciências com experiências, no entanto, a parte teórica acaba ficando um pouco de lado. O intuito do canal é fazer com que a teoria seja abordada de uma forma leve que não gere um impacto negativo, mas sim que os conceitos teóricos sejam tão lúdicos e de fácil assimilação quanto as observações da natureza e a realização de experiências práticas.

Embora possamos julgar à partida que a complexidade dos vários termos científicos não é assimilada pelas abobrinhas, o objectivo é justamente fazer com que as crianças se habituem às nomenclaturas e conceitos, e que em decorrência deste contacto inicial com a ciência de uma forma amistosa se abram depois ao conhecimento em níveis superiores.

Mesmo que uma criança do primeiro ciclo não estude Física como disciplina, esta criança desenvolve as suas estruturas de raciocínio lógico a partir do contacto com a natureza e o quotidiano.

Alguns estudos desenvolvidos pelas equipas das psicólogas do desenvolvimento Elizabeth Spelke, da Universidade Harvard (EUA), e Alison Gopnik, da Universidade da Califórnia, em Bekerley (EUA), qdemonstram que mesmo bebés podem lidar com conceitos abstratos e complexos, dependendo sempre da forma com que são apresentados.

O projeto O Incrível Pontinho Azul procura ser uma fonte de entretenimento sobre ciência que incentiva à visualização dos vídeos num meio familiar, mostrando assim que a ciência está além dos portões da escola.

Os pais têm agora um aliado para alimentar a mente ávida de conhecimento de seus pequenos cientistas.

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