Ano letivo 2020/2021: tudo o que já sabemos - Pumpkin.pt

Ano letivo 2020/2021: tudo o que já sabemos

Ano letivo 2020 2021 regresso

Setembro chegou, mas a irrequietação mantém-se: será boa ideia voltar à escola? Que medidas serão adotadas? Então e as crianças que são doentes de risco?

Vamos por partes: neste artigo, consolidamos toda a informação que já temos sobre o ano letivo 2020/2021.

Ninguém estava à espera: em março viemos todos para casa e tivemos de aprender a gerir o teletrabalho e a escola à distância. Foi um desafio para o qual não estávamos preparados – de todo! -, mas fizemos o melhor que conseguimos para mantermos a família em segurança, acompanhar os miúdos num modelo de aulas completamente novo e, talvez o mais desafiante de tudo, permanecermos sãos.

O merecido descanso chegou com o final das aulas, mas já estamos a tremer só de pensar em como vai ser este novo ano letivo. A pandemia continua entre nós, e a única certeza que temos é a de que tudo vai ser diferente.

Temos lido tudo o que podemos sobre o assunto, e procurámos reunir neste artigo informações úteis sobre as previsões para o próximo ano letivo. Para que estejamos preparados, para nos organizarmos, mas sobretudo para tranquilizarmos o bichinho do stress que nos últimos meses se hospedou em nossa casa. Fiquem a par de tudo aquilo que já sabemos.

Nota: este artigo está em atualização permanente, consoante a divulgação de novas informações por parte do Ministério da Educação. Foi atualizado pela última vez a 8 de setembro de 2020.

Como vai ser o ano letivo 2020/2021?

1. Os alunos de grupos de risco podem ter aulas online

Para tal, os pais precisam de fazer o pedido à escola, apresentando uma declaração médica que o justifique e uma declaração de assunção de responsabilidade na qual aceitem o plano de aprendizagem proposto pela escola. A decisão por parte da escola vai contemplar e avaliar cada situação individual, uma vez que não existem diretrizes específicas que definam quais são as crianças e jovens pertencentes a grupos de risco.

Se optarem por este regime não presencial, no entanto, não poderão revertê-lo durante este ano letivo. Ou seja, se a vossa abobrinha tiver aulas a partir de casa por motivos de saúde, não poderá voltar a ter aulas presenciais durante o resto do ano – exceto se se verificarem alterações de maior em relação ao vírus. No entanto, terá sempre um lugar reservado na sua turma.

2. A medição da temperatura à entrada da escola não é obrigatória nem recomendada

Em alternativa à adoção desta medida, a DGS defende que a vigilância do estado de saúde é uma responsabilidade pessoal (ou, no caso das crianças, dos pais). Assim, a medição de temperatura e a monitorização de outros sintomas do Covid-19 deve ser feita em casa por todos aqueles que frequentem a escola: alunos, professores e pessoal não docente. Caso existam suspeitas, devem fazer quarentena e parar de frequentar a escola.

É também importante lembrar que em maio desta ano, a Comissão Nacional de Proteção de Dados se manifestou acerca desta questão, declarando que a medição de temperatura só pode ocorrer com vontade explícita por parte da criança ou do encarregado de educação. Podem consultar as orientações para esta prática neste documento.

3. Perante um caso suspeito, será ativado o plano de contingência

Caso surja um caso suspeito por infeção do COVID-19, a criança ou adulto será encaminhado para a área de isolamento por um circuito específico. Este espaço só pode ser frequentado por uma criança de cada vez, exceto em casos de partilha do agregado familiar. A criança estará sempre acompanhada por um responsável.

A escola vai então contactar o Encarregado de Educação e o SNS24, e alertar a Autoridade de Saúde Local, que, caso a infeção por Covid-19 se confirme, ficará encarregue da investigação epidemiológica, do rastreio de contactos e de uma avaliação ambiental, contactando todos os potenciais envolvidos e transmitindo as orientações necessárias. Esta autoridade é também responsável por prescrever testes moleculares para a deteção do vírus a todos os casos supeitos e contactos de alto risco.

ano letivo 2020 2021 plano de contingência

Depois, a escola fará a desinfeção dos espaços e superficies usadas pela pessoa suspeita de infeção, e os seus resíduos serão tratados de forma apropriada e segura. Poderá ser necessário fechar áreas específicas do edifício ou mesmo turmas, mas o encerramento da escola é uma medida que apenas será aplicada em situações de alto risco.

4. Perante um caso positivo, várias pessoas ficarão em isolamento

A criança com o teste Covid-19 positivo deve ficar em isolamento até à cura, ” caracterizada por ausência completa de febre (sem recurso a medicamentos antipiréticos) e melhoria significativa dos sintomas durante 3 dias consecutivos com um teste laboratorial (rRT-PCR) negativo (sem internamento hospitalar) ou 2 testes laboratoriais (rRT-PCR) negativos (com internamento hospitalar), realizado, no mínimo, 14 dias após o início dos sintomas .”

Quanto àqueles que contactaram com a criança, os contactos de alto risco (maior exposição e interação) devem ficar em isolamento profilático durante 14 dias e serão submetidos a um teste laboratorial. Já os contactos de baixo risco, devem manter as suas atividades normais, mas realizando sempre a automonitorização do seu estado de saúde.

5. As escolas serão limpas antes de abrir e as salas após cada utilização

Cada AE/ENA deve estabelecer um plano de higienização com base neste documento: “Limpeza e desinfeção de superfícies em ambiente escolar no contexto da pandemia COVID-19“. As medidas de limpeza estarão expostas para que todos os profissionais (que também vão ter formação específica) possam segui-las; será feita uma limpeza geral às escolas antes da abertura e todos os espaços e superfícies serão limpos após a utilização de cada grupo de alunos.

6. Será obrigatório o uso de máscara (a partir do 2º ciclo), gel antisséptico e distanciamento social

Voltando a frequentar a escola, professores e alunos terão obrigatoriamente de usar máscara de proteção e de respeitar o distanciamento social obrigatório de pelo menos 1 metro nas salas de aula e outros espaços da escola. Assim, e para garantir o distanciamento, a disposição das mesas nas salas também será diferente no ano letivo 2020/2021. As escolas vão também disponibilizar desinfetante à entrada de cada recinto.

7. Alunos e professores serão divididos em grupos e terão salas fixas

Esta medida serve para garantir um mínimo risco de contágio em situações de presença do COVID-19. O objetivo é garantir que os elementos de cada grupo não têm contacto com os de outros grupos. Assim, caso se verifique uma infeção em algum dos grupos, todo o grupo terá de realizar a quarentena preventiva.

As salas e espaços mais amplos arejados devem ser privilegiados para todas as atividades, por serem mais seguros. Será assegurada uma boa ventilação em todos os espaços utilizados, e as portas e janelas estarão abertas sempre que possível.

Cada grupo frequentará sempre a mesma sala e os alunos devem ter lugares fixos. As horas de almoço devem ser desfasadas e os refeitórios terão medidas específicas de funcionamento.

ano letivo 2020/2021

8. Existirão circuitos específicos para a deslocação nas escolas

O Ministério de Educação orienta as escolas para a definição de circuitos de circulação interna. Isto significa que existiram caminhos específicos para nos deslocarmos em cada direção, como já podemos observar em alguns estabelecimentos, como supermercados ou museus.

9. As primeiras 5 semanas serão dedicadas à recuperação de aprendizagens

O Calendário Escolar 2020/2021 já foi divulgado, apontando-se o início das aulas entre os dias 14 e 17 de setembro.

Durante as primeiras 5 semanas, os alunos estarão a recuperar os conteúdos não lecionados no final do passado ano letivo, devido à alteração de rotinas provocada pela pandemia.  Por este motivo, este ano a devolução de livros escolares foi adiada.

10. As férias do ano letivo 2020/2021 vão ser mais curtas

Para além de prejudicar a qualidade do ensino, a pandemia também veio reforçar as dificuldades de muitos alunos e famílias – quer por falta de acesso às ferramentas e recursos necessários para a telescola, quer pelo caos gerado na organização familiar.

Assim, e por modo a compensar estes problemas, as interrupções do ano letivo 2020/2021 serão mais curtas. As férias de verão, por exemplo, começarão a 9 de junho para o 9º, 11º e 12º anos, a 15 para o 7º, 8º e 10º, e apenas no dia 30 de junho para o pré-escolar e ensino básico (até ao 6º ano). Podem consultar as datas oficiais de todas as férias, provas e exames no Calendário Escolar 2020/2021.

11. O Governo está preparado para o pior

O Ministério da Educação está preparado para agir de acordo com 3 possíveis cenários, dependendo da evolução da pandemia.

Significa isto que tudo estará preparado para que o ensino funcione em regime presencial – com gestão flexível dos horários e espaços e medidas de segurança -, em regime misto – com idas à escola, sessões online e trabalho autónomo orientado – ou em regime não presencial – a telescola com que já estamos familiarizados. Os dois últimos regimes estão destinados à eventual necessidade de uma situação de contingência. No entanto, o encerramento das escolas é visto como um último recurso, apenas aplicável em situações de alto risco para a escola ou para a comunidade.

Mais informações sobre o ano letivo 2020/2021

Podem consultar as medidas e orientações oficiais da que serviram de base para este artigo nos documentos abaixo.

Caso tenham alguma dúvida de interpretação, deixem nos comentários! Responderemos de acordo com os nossos conhecimentos 🙂

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10 comentários em “Ano letivo 2020/2021: tudo o que já sabemos

  1. Ricardo Julho 22, 2020

    Não sei se está previsto ou não, mas a temperatura dos alunos deveria ser controlada à entrada na escola.
    Se um aluno entrar na sala de aula com febre vai acabar por contaminar os seus colegas.
    Como já percebemos, o vírus não irá causar problemas graves a crianças ou jovens, o problema é que essas crianças ou jovens no final do dia de aulas regressam a casa e se estiverem contaminados, vão acabar por contaminar os seus pais, os seus avós…
    Eu sou asmático, tenho uma filha com sete anos e neste momento estou bastante apreensivo uma vez que considero que as aulas presenciais vão originar que a propagação do vírus aumente bastante e que daí advenham consequências graves. Quando a escola começar irá ser difícil para mim manter uma relação normal de proximidade entre pai e filha.

    1. Dani Gonçalves - Equipa Pumpkin Julho 22, 2020

      Olá, Ricardo.

      Não encontrámos nos documentos oficiais (links no artigo) nenhuma informação referente ao controlo da temperatura.
      No entanto, esta medida foi contemplada no regresso às aulas de algumas escolas no final do passado 3º período, pelo que seria lógico voltar a ser aplicada – ou, pelo menos, assim esperamos.
      Assim que tenhamos mais informações sobre o assunto, atualizaremos o artigo.

      Compreendemos a vossa frustração e esperamos que tudo corra pelo melhor.
      Saudações abobrinhas

  2. Ana Julho 22, 2020
    1. Dani Gonçalves - Equipa Pumpkin Julho 23, 2020

      Muito obrigada pelo recurso, Ana!
      Vamos acrescentar as informações ao artigo.

      Saudações abobrinhas

  3. Susana Morais Julho 22, 2020

    O medo… não podemos (nem devemos) demonstrar que temos medo: de ser infectados, de infectar outras pessoas, que alguém próximo fique doente com gravidade… mas perante este cenário pandémico é muito difícil controlar esse sentimento… Juntamente com a impotência de não podermos fazer nada perante este inimigo invisível, para além de cumprir o que as autoridades nos transmitem, temos de tentar fazer uma vida “normal”…
    O regresso às aulas, ou pelo menos o início do ano lectivo, vai ser, na minha opinião, tudo menos “normal”… e receio que os números de infectados suba em flecha, juntamente com gripes e pneumonias típicas…
    Confesso que estou bastante angustiada e receosa, apesar de saber que, até chegar uma vacina eficaz, esta é a nova “normalidade” .
    Que corra tudo pelo melhor para todos nós!

    1. Dani Gonçalves - Equipa Pumpkin Julho 23, 2020

      É de facto muito difícil, Susana, e continuará a sê-lo por algum tempo.
      Obrigada por partilhar os seus pensamentos connosco. Esperamos mesmo que tudo corra pelo melhor.

      Muito amor e saúde dos nossos lares para o vosso.
      Beijinhos abobrinhas <3

  4. Alexandra Agosto 8, 2020

    As crianças de risco, com asma (e com familiares também com asma em teletrabalho) na escola.
    O que fazer já que de momento não há indicação de qualquer medida ou preocupação com elas e estão sujeitas a ensino presencial obrigatório?
    Obrigada

    1. Dani Gonçalves - Equipa Pumpkin Agosto 11, 2020

      Olá, Alexandra.

      Compreendemos a preocupação. Contudo, não temos informações específicas sobre esses casos.
      Aconselhamos que entre em contacto com um agrupamento escolar para que possam esclarecer melhor quais as medidas previstas para as situações de risco.

      Saudações abobrinhas 🙂

  5. Ana Santos Agosto 13, 2020

    Aqui o que se torna realmente preocupante são as escolas de 1° ciclo, em que as crianças não podem utilizar máscara, o que até concordo porque não aguentam 5 minutos e, a grande maioria das escolas não tem condições físicas para albergar tantas crianças e cumprir as recomendações da DGS. E nestas situações sinceramente considero um absurdo não fazerem o desdobramento das turmas (turno manhã e turno tarde). Sim, implicaria um aumento de despesa com a contratação de novos professores. Sim, implicaria a utilização de ATL’s pela grande maioria dos pais, para preenchimento das horas em que não estão em aulas. Mas iriam reduzir substancialmente o contágio e assim iniciar o novo ano com algum descanso mental. Mas aqui o que realmente interessa é o dinheiro, sem dúvida! Então e o confinamento e as medidas todas que temos vindo a cumprir até agora? Vão pelo cano num abrir e fechar de olhos. Até parece que o Ministério a Saúde está a pedir: Contaminem-se!!
    É verdade que a maioria das crianças serão assintomáticas ou apeesentarem sintomas ligeiros, mas quem é que fica descansado? E a restante família (avós, tios, etc) ? Vão deixar de conviver novamente com eles por mais um ano ou até nova vacina?
    As crianças com problemas de saúde crónicos, como por exemplo asma, os familiares deveriam ter a possibilidade pedir licença de assistência à família pelo tempo necessário e, adoptar o sistema de ensino doméstico com total apoio pedagógico/educativo da escola onde estão matriculados.
    Se querem os alunos na escola, que façam por isso. Criem condições!
    Desejo muita sorte para todos nós que bem precisamos.

    1. Dani Gonçalves - Equipa Pumpkin Agosto 14, 2020

      Obrigada por partilhar os seus pensamentos connosco, Ana.
      Também estamos preocupados e gostávamos de sentir mais segurança nas medidas escolares.
      Esperamos que tudo corra pelo melhor.

      Saudações abobrinhas

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