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O ano letivo não correu bem? 5 estratégias para que o próximo corra melhor

Fim do ano letivo

Chegado o final de mais um ano letivo, chega também a altura ideal para fazer um balanço sobre tudo aquilo que correu bem e também sobre o que podia ter corrido melhor.

O feedback dos professores, a autoanálise da criança e a própria perceção dos pais em relação ao ano letivo que agora termina são elementos que podem dar pistas acerca do que pode ser melhorado no ano seguinte. O Centro SEI – Centro de Desenvolvimento e Aprendizagem partilha connosco algumas estratégias para que 2018/2019 corra às mil maravilhas.

Tempo de fazer um balanço

Chegado o final de mais um ano letivo, chega também a altura ideal para fazer um balanço sobre tudo aquilo que correu bem, e também sobre o que podia ter corrido melhor.

O feedback dos professores, a autoanálise da criança e a própria percepção dos pais em relação ao ano letivo que agora termina, são tudo elementos que podem dar pistas acerca do que pode ser melhorado no ano seguinte.

Áreas como o comportamento, as aprendizagens propriamente ditas, a relação da criança com o grupo de pares e com os professores, a organização dos tempos de estudo, a preparação para os testes, a realização dos trabalhos de casa entre muitas outras coisas, devem agora ser “passadas a pente fino” no sentido de identificar eventuais sinais de alerta e prevenir dificuldades futuras.

Refletir sobre as oscilações das notas

Faça um pequeno gráfico para cada disciplina, onde fiquem registadas as notas que o seu filho foi tendo ao longo dos vários períodos do ano escolar. A ideia é ilustrar de forma explícita à criança as oscilações que foi tendo nas avaliações às várias disciplinas, destacando os momentos altos e baixos em termos de classificações nos testes.

Este exercício vai ajudar a criança a refletir sobre as razões que a levaram a subir e/ou a descer uma determinada nota: “lembro-me que tive muita dificuldade na matéria que saiu neste teste”, “neste dia estava distraída porque íamos ter a viagem de finalistas”, “fiquei muito nervoso neste teste porque…”.

Pretende-se assim, antecipar aquilo que poderá correr menos bem nestas situações, no sentido de evitar que dificuldades semelhantes ocorram no ano seguinte.

Dificuldades comportamentais

Faça, em conjunto com o seu parceiro e com o seu filho, uma lista com o levantamento de todos comportamentos desadequados que ele teve ao longo do ano. Por exemplo:

Lista do filho:

– “conversei nas aulas”;

– “respondi mal ao professor de história”;

– “chutei uma bola com força em educação física depois de termos perdido o jogo”.

Lista da mãe:

– “deu um murro na mesa depois de ter recebido uma negativa a inglês”;

– “atrasou-se três vezes a chegar à aula depois do intervalo do almoço”;

– “chamou nomes a um colega”;

– “conversou nas aulas”.

Lista do pai:

– “não nos deu o teste negativo de inglês para assinarmos”;

– “recusou-se a ir para a escola”;

– “conversou nas aulas”;

– “teve mau perder”;

– “bateu num colega”.

Depois de cada um fazer a sua lista, poderão confrontar aquilo que registaram e ver em que pontos concordam e/ou discordam e o que pode ser feito para evitar que esses comportamentos inadequados se repitam no ano seguinte.

Quando o problema foi a organização

Este é um caso muito comum, fruto do ritmo acelerado a que o quotidiano escolar obriga pais e filhos. Caso tenha identificado dificuldades de organização e na gestão do tempo de estudo como possíveis causas do insucesso escolar do seu filho, garanta que ele tenha, no início do próximo ano letivo:

Um horário diário bem definido: ou seja, uma rotina pré-estabelecida, com horas específicas para acordar, para entrar na escola, para sair da escola, para brincar, e para se deitar;

Atividades extracurriculares: deixe-o ter uma ou mais atividades que sejam do seu agrado e que o ajudem descentrar-se um pouco de temas exclusivamente relacionados com a escola;

Local adequado ao estudo em casa: reserve-lhe um espaço bem iluminado, sossegado, arrumado e com uma temperatura amena, onde a criança tenha todos os materiais necessários ao estudo e à realização de trabalhos de casa;

Mochila previamente preparada: um momento do dia da criança em que ela tem de pensar nas disciplinas que vai ter no dia seguinte, garantindo que coloca na mochila tudo aquilo de que vai precisar para o estudo;

Tabela para o registo dos TPCs: trata-se de uma tabela diária que a criança vai preenchendo com o tipo de trabalhos de casa que terá de fazer para cada disciplina, e onde exista um campo específico para anotar se conseguiu ou não realizar a tarefa;

Um mapa de testes: faça um calendário em formato A4 onde o seu filho possa visualizar a distribuição dos testes das diferentes disciplinas ao longo de cada período, assim como os dias disponíveis que ele terá para estudar para cada um deles.

Valorizar o que correu bem

Mesmo quando o balanço final é essencialmente negativo, é importante ganhar a consciência de que nem tudo correu mal. Identificar aquilo que correu bem é fundamental para definir estratégias que garantam a prevalência desses elementos positivos no ano seguinte.

Nesta reflexão conjunta entre pais e filhos, dê espaço ao seu filho para que ele apresente a sua perspectiva pessoal sobre os vários pontos positivos. Depois de o escutar e de partilhar com ele a sua própria perspectiva, tente reforçar esses pontos positivos, incentivando-o a repeti-los no futuro.

Se, apesar da aplicação destas estratégias, continuar a identificar este tipo de dificuldades no seu filho, recomenda-se que procure a ajuda de um técnico especializado. Desse modo, será possível implementar um programa específico de técnicas e métodos de estudo, adaptado às necessidades específicas do seu filho e ao seu perfil cognitivo e de aprendizagem.

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.