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Qual a alimentação correcta no Regresso às aulas?

Qual alimentacão correcta Regresso às aulas?

Qual a alimentação correcta no Regresso às aulas? Saberão as mães portuguesas que o peixe reforça o sistema imunitário dos mais novos e por isso é importante o seu consumo neste período?

A Associação Portuguesa de Dietistas alerta Mães Portuguesas para a importância da Alimentação no Regresso Às Aulas: as doenças sazonais na idade pediátrica podem ser prevenidas com uma boa alimentação. É no contacto com outras crianças e com uma maior exposição a certos vírus e bactérias que os mais novos adoecem neste período do regresso às aulas.

É importante perceber que uma alimentação correcta contribui para o normal funcionamento do sistema imunitário. A Associação Portuguesa de Dietistas (APD) alerta os pais para a necessidade de se ter atenção nas escolhas das refeições a partir do primeiro dia de aulas.

Neste âmbito, a APD realizou, durante o mês de Agosto, um estudo junto de mães portuguesas com filhos entre os 4 e os 10 anos, para poder aferir se as mesmas tinham consciência destes factos. O estudo revela alguns resultados bastante satisfatórios, no entanto, ainda há muito para fazer especialmente no que concerne à variedade da alimentação à mesa:

-As refeições em casa não são suficientemente variadas 
-Estudo da APD revela que apenas 42% das mães assume dar peixe 2 vezes por semana 
-Mães desconhecem benefícios de cada peixe 
-Mães desconhecem que Selénio é o mineral que contribui para o normal funcionamento do sistema imunitário

 

As refeições em casa e na escola

Tendo em conta que as crianças devem fazer em média 5 refeições por dia, está claro para as mães que no regresso às aulas é necessário mudar a ementa lá de casa. Por isso os lacticínios são o reforço mais utilizado, 57%, logo seguido de peixe e vegetais.

No entanto, 42% assume que os seus filhos consomem peixe apenas 2 vezes por semana em casa, deixando a responsabilidade no menu escolar (67% dos filhos das mães inquiridas consome peixe na escola 2 ou 3 vezes por semana).

E estes números não são difíceis de explicar. Segundo Mónica Pitta Grós, Dietista do Hospital D. Estefânia, “num período normal de horário escolar, além do pequeno-almoço, é ao jantar que a família se reúne à mesa. Para se evitarem momentos de stress, as escolhas recaem para os alimentos que os filhos mais gostam, permitindo uma refeição descansada e sem birras à mesa.”

 

Na verdade 71,5% das mães assume que insiste nas refeições de peixe, mas apenas 24% varia as ementas. A APD defende que os pais devem insistir pelo menos 10 vezes num determinado alimento a fim da criança se adaptar ao paladar. E ao insistir, deve fazê-lo inovando os seus menus, tornando-os mais criativos e apetecíveis para as crianças.

Uma lasanha ou um pudim de peixe, uma salada de salmão ou panadinhos de peixe, são opções a ter em conta quando é difícil dar peixe lá em casa.

 

A crise e o consumo de peixe –  Não abdique dos minerais

 

Para Mónica Pitta Grós, “num contexto de crise económica, há que fazer escolhas em função do que queremos poupar e por isso é natural que os cortes a nível da alimentação também aconteçam. Mas devemos saber exactamente o que não cortar, a razão para não o fazer ou que outras escolhas existem igualmente saudáveis, esclarecendo alguns mitos associados à alimentação.”

 

E se poupar é a ordem do dia, então devemos ter uma melhor alimentação a fim de evitar gastos com saúde.

Neste estudo, as mães revelam que Salmão, Pescada e Bacalhau são os peixes preferidos para as refeições caseiras. Mas quando questionadas sobre os minerais presentes no peixe e respectivos benefícios, as mães revelam na maioria que não sabem o que estão a dar aos seus filhos.

85% das mães pensa que os Ómega 3 são responsáveis pela maioria dos benefícios do peixe, como por exemplo o desenvolvimento do sistema imunitário. Esta percepção não é a mais correcta. Os peixes têm diferentes minerais, cada um com a sua função específica e com benefícios variados para a saúde, principalmente na dos mais novos que se encontram numa importante fase de desenvolvimento.

 

É verdade que os Ómegas 3 são um tipo de ácidos gordos essenciais para o desenvolvimento cognitivo, na saúde cardiovascular, na acuidade visual, no desenvolvimento ósseo, entre outros benefícios. Mas é o Selénio, mineral também presente em quantidades significativas nestes tipos de peixes, o principal responsável pelo normal funcionamento do sistema imunitário.

 

Uma vez que o peixe é considerado uma das maiores fontes dietéticas de Selénio, mais do que a carne, é importante que se reforce a sua introdução nas refeições do período do regresso às aulas.Se o fizermos, estamos a favorecer o desenvolvimento do sistema imunitário dos mais novos, prevenindo o aparecimento de doenças sazonais comuns nesta altura do ano.

 

No mesmo estudo, a APD concluiu que 71.5% das mães optam por peixe fresco para as refeições deste alimento e apenas 24% optam por peixe congelado. A APD reforça que os congelados, além de serem mais em conta, conservam em maior quantidade os nutrientes, nomeadamente os minerais, lípidos e vitaminas.

 

Que acompanhamento?

Por fim, o estudo revela ainda que os acompanhamentos do peixe e da carne são pouco variados. As batatas cozidas são a opção mais escolhida, com 38% das mães a preferirem este hidrato de carbono, logo seguido de vegetais cozidos.

No entanto, as mães devem compreender que estes são alimentos pouco apelativos para as crianças e que podem variar com a introdução de arroz, massa ou vegetais confeccionados doutra forma. Um prato de peixe deverá ter acompanhamentos divertidos como as cenouras baby, vegetais panados ou massinhas de várias cores.

 

“Sem dúvida que há ainda muito para fazer e por isso é importante dar a conhecer aos pais a importância de uma alimentação variada e os benefícios de cada alimento para ajudá-los a tomar opções. Neste regresso às aulas, é importante insistir, variar e escolher alimentos que ajudem que os mais novos cresçam protegidos e saudáveis”, refere a Dietista.

 

Sobre a Associação Portuguesa de Dietistas:

A APD é uma associação profissional de direito privado, que representa os Dietistas em Portugal.

Tem como finalidade:

  • Defender a ética e a qualificação profissional dos Dietistas, a fim de assegurar o direito dos utentes a uma saúde alimentar;
  • Fomentar, defender e valorizar a profissão;
  • Dar o seu parecer sobre todos os aspectos relacionados com a organização dos serviços que se ocupam da saúde junto das entidades oficiais competentes.

 

O Dietista é, então, um profissional de saúde cujo objectivo primordial consiste na aplicação das ciências da nutrição no tratamento de doenças e na promoção da saúde, a nível individual e colectivo.

 

Saiba mais em http://www.apdietistas.pt/

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