Mais vegetais à mesa, maior hidratação no Verão

Mais vegetais à mesa, maior hidratação no Verão

Praia, sol, calor e bronzeado exigem uma maior ingestão de água a fim de poder manter as funções normais do organismo e não sofrer o mal estar provocado pela desidratação.

Por isso se insiste no facto de ter de se beber mais de 2 litros de água por dia.

Mas e se não tiver tempo de ingerir esta quantidade exacta ao longo do dia? A resposta é simples: alimentos que contenham água!

Quem o diz é a Associação Portuguesa de Dietistas.


Consumir mais vegetais nesta altura do ano vai ajudar a mantê-lo nutrido e hidratado.

Claro, que não substituem a ingestão de líquidos, mas são aliados no processo de uma adequada hidratação.

Além disso, está a ingerir vitaminas e sais minerais essenciais para a sua saúde, fortalecendo o sistema imunitário, prevenindo doenças crónicas ou ajudando a manter uma pele bonita, saudável e bronzeada durante todo o Verão.

Por estes e outros factores, as vitaminas são consideradas nutrientes essenciais.

O nosso organismo não as consegue produzir, mas necessita delas para diversos processos metabólicos.

Como não há nenhum alimento que contenha todas as vitaminas na quantidade adequada, torna-se essencial ter uma alimentação variada, rica em vários tipos de vegetais e leguminosas.

Aproveite a sazonalidade dos produtos mas também pode optar por congelados caso não consiga ir às compras diariamente.

Num estudo recente da Associação Portuguesa de Dietistas (APD), realizado a 200 mães de Lisboa e Porto, concluiu-se que 97% das inquiridas prefere legumes frescos. Apenas 37% compra congelados.

Zélia Santos, Presidente da APD afirma que “este é um factor que tem por base uma série de mitos relacionados com os congelados.

A maioria associa artificialidade ao alimento congelado, quando no fundo este acaba por conservar maior quantidade de nutrientes quando congelado poucas horas após a colheita”.

A mesma acrescenta ainda que “optar por vegetais congelados é uma opção mais fácil e eficaz já que não implica uma ida às compras diária, facilitando a oferta adequada de nutrientes essenciais à família lá em casa todos os dias”

A partir do momento em que os legumes são colhidos, começam a perder vitaminas.

São alimentos muito sensíveis a vários factores externos como a temperatura e a humidade, bem como à passagem do próprio tempo, levando a que, após a colheita, possa existir uma perda imediata e progressiva de inúmeras das suas características e nutrientes, em especial no caso das vitaminas.

Por isso é importante desmistificar que o processo de congelamento é essencial nestes casos, quando feito horas após a colheita, pois garante a riqueza dos mesmos, mantendo-os sempre frescos, mesmo que meses a fio no congelador.

Segundo Zélia Santos, se olharmos para o exemplo dos espinafres, estes chegam a perder mais de 14% de vitaminas por dia, o que significa que após uma semana perderam mais de 98% do seu valor vitamínico.

Com este nível de perdas, facilmente compreendemos que, ao comprarmos legumes frescos – que levam vários dias a chegar ao supermercado, que vão do supermercado para casa e da casa para o prato – acabamos por comer legumes sem aproveitar ao máximo todos os seus benefícios.”

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