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“Refeições em família” – tempo de comunicar

“Refeicões família” – tempo comunicar

É bem sabido que a alimentação é uma necessidade básica do ser humano. Como tal, as refeições fazem parte das rotinas de qualquer de nós. Mas, e se pensarmos que uma refeição pode ter mais significados que ultrapassem a necessidade de alimentarmos o nosso corpo? A Oficina de Psicologia conta-nos como podemos enriquecer estes momentos:

Pensemos que as refeições podem, também, ser momentos de partilha. Momentos passados em família. E será que não podem, também, ser aproveitadas para desenvolver as relações familiares e competências emocionais nos mais pequenos?

Vejamos como:

A hora da refeição. Estabelecer uma hora para fazer a refeição facilita a todos os elementos da família que se organizem e preparem para esse momento. Cria uma noção de rotina e de regras que será muito importante no crescimento dos mais pequenos.

Todos ajudam. O envolvimento de todos os elementos da família no processo de preparação da refeição é importante. Para além de funcionar como facilitador da comunicação, incute responsabilidade e um sentimento de competência nas crianças.

Tempo de conversar. Cada elemento poderá partilhar o que aconteceu no seu dia. Se quiser tornar este momento mais divertido, poderá criar um calendário em que definem quem será o primeiro a falar, em cada dia. Para fomentar a comunicação entre todos os elementos, comece por manter a televisão desligada na hora da refeição.

Opiniões e decisões. Algumas decisões podem ser partilhadas com os mais pequenos. Embora se deva deixar a ressalva de que a última decisão não será deles, é importante que sintam que a sua opinião é válida e considerada. Sentir-se-ão mais integrados no sistema familiar e mais aptos a fazer escolhas.

Afinal, parece que o momento da refeição pode ultrapassar em larga escala o cumprimento de uma necessidade básica. Pode transformar-se num momento lúdico, prazeroso e de partilha em que todos os elementos saem beneficiados. É que talvez a comunicação seja, também, uma necessidade básica do ser humano.

 

Inês Carvalho

Oficina de Psicologia