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Gerir os doces – dicas da Catarina Beato

Gerir doces - dicas Catarina Beato

A Catarina Beato escreve lindamente no seu blog Dias de uma Princesa e nas suas crónicas no Dinheiro Vivo, e no livro Dias de uma Princesa. Desta vez trouxe-nos as suas dicas para gerir os doces lá de casa com muito equilíbrio.

“Outono é o regresso às rotinas.

As rotinas mais chatas, quase todas sinónimo de despertador e, para os mais crescido, trabalhos de casa e estudo.

Mas também as rotinas mais saborosas: as refeições à mesa.

E todas as outras delícias que não têm rotinas: apetecem fatias de bolo quente e os gelados já existem o ano inteiro mas agora a dose de chocolate quente pode ser reforçada.

Nesta coisa de gerir os doces, e outros alimentos que constam do lugar mais pequenino da roda dos alimentos, eu acredito que:

– Em casa deve haver sempre qualquer coisa doce: umas bolachas, um bolo acabado de fazer, um rebuçado. Como vos conta, acredito que proibir e esconder aguça a vontade.

– Excluo dos meus doces-que-devemos-ter-em-casa os refrigerantes. Esse deixemos mesmo para as festas.

– Comida não é prémio nem castigo e com os doces a mesma coisa. Os doces têm o seu lugar na refeição: o fim. Seja lanche ou jantar. Não vale a pena dizer: se comeres tudo dou-te um doce. Mas perante o pedido explica-se: o doce é depois de comer a sopa, o prato e a fruta.

–  Cá em casa há sempre sopa e muita fruta descascada. E copos de água com gelo e limão porque beber água também pode ser feito com preceito.

–  Eu gosto de mandar um mimo doce para a escola. Pequenino.

–  Mas detesto saquinhos de doces para oferecer aos colegas nos dias de aniversário. Não conhecemos a política-de-açúcares em cada casa e é um disparate. A lembrança de cada festa deve ser algo que se guarda e não algo que se desfaz na boca.

–  Comer doces deve ser antecedido de um ritual de espera. Os melhores doces são também os melhores programas em família nos dias frios que vêm aí: fazer a massa de um bolo, inventar mil formas de bolachas ou encher as forminhas para os cupcakes. E esperar que o forno avise que começou a festa.”

Muito a propósito deste tema a Catarina contou-nos como cresceu com o fruto proibido nesta sua crónica no Dinheiro Vivo.