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Valente Valentina/Mighty Valentina

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Valente Valentina/Mighty Valentina recorda primeira astronauta e a única mulher que foi sozinha ao espaço.

“Um pequeno passo para uma miúda, uma grande passo para a Humanidade.”

Valente Valentina/ Mighty Valentina, de Andreia Nunes e Rachel Caiano, é um livro bilingue inspirado na história da cosmonauta russa Valentina Vladimirovna Tereshkova (1937), a primeira mulher astronauta e a única mulher que foi ao Espaço sozinha, a 16 de junho de 1963, aos comandos da Vostok 6 (a nave espacial soviética), e completou 48 órbitas em 71 horas. Cinco anos antes de Neil Armstrong ter aterrado na Lua há 50 anos.

Apesar de a missão ter sido bem-sucedida, com o bónus de ter recolhido imagens e vídeos da Terra, teve muitos percalços. A falta da escova de dentes não foi nada quando comparada com um erro no computador da nave que a fez afastar-se da Terra. A descida foi igualmente bastante complicada devido aos fortes ventos a 19 de junho, dia do seu regresso. A determinada altura Valentina temeu o pior, pois o pára-quedas parecia levá-la na direção de um lago gelado. Fraca, desidratada e sem forças, temeu pela vida. Mas, por sorte, uma rajada de vento empurrou o pará-quedas para terra firme.

Ao chegar ao solo, bateu com a cabeça e ficou com o nariz cheio de nódoas negras, que disfarçou com maquilhagem para as primeiras entrevistas. Valentina aterrou sã e salva no Cazaquistão e hoje, aos 80 anos, é deputada no Parlamento Russo. Afirmou recentemente que estaria preparada para voar até Marte, mesmo que fosse uma viagem com bilhete só de ida. Tem uma pequena cratera com o seu nome na Lua.

Valentina é, como todas as crianças, uma imensidão intergaláctica de criatividade. É nesse espaço que se realizam todos os sonhos e todas as realidades. Valentina queria ser a primeira astronauta e afastar-se tanto, mas tanto, que o mundo ficaria do tamanho de uma ervilha azul, sem muros e sem fronteiras: uma ervilha de todas e de todos.

Como todas as Valentes Valentinas ela realizou o seu sonho, colecionou planetas e constelações, desafiou o medo e, com ele, todos os limites gravitacionais, espaciais e temporais.

“Também tu poderás ser a valente Valentina; ou o valente Gagarin. Logo à noite pede para ficar acordada/o até um pouco mais tarde. Quando estiver bem escuro, vai até lá fora, deita-te na relva ou senta-te confortavelmente, respira fundo, e olha para o céu. Que maravilha! Verás milhões de estrelas cintilantes! Talvez até vejas «outras» maiores e bem mais brilhantes que afinal são os planetas nossos vizinhos no Sistema Solar: Vénus, Marte, ou mesmo Júpiter. Ouve os grilos e os ruídos da noite, e mergulha com eles no espaço, numa viagem fantástica como a da Valentina”, escreve a astrónoma Teresa Lago, secretária-geral da União Astronómica Internacional (UAI) no prefácio do livro.

Andreia Nunes tem uma vasta experiência profissional na área de prevenção de violência de género na escola e na família. Rachel Caiano é artista plástica e ilustradora.

“As Valentinas são eternas e vivem em cada uma e em cada um de nós. Basta acreditar.”

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.

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