Família > Fazer com os miúdos > Livros

O Incrível Rapaz que Comia Livros

O incrível rapaz que comia livros

Uma deliciosa sugestão de leitura!

Lembram-se da Sara Amado, da prateleira-de-baixo? Primeiro partilhou connosco 10 dicas e rituais para a leitura, e agora traz-nos, todos os meses, um livro como sugestão. Este, associado à segunda dica… é particularmente delicioso! 

2. NO-tv

Aconteceu que ficámos sem televisão, de maneira que não havia televisão para ligar de manhã. Depois passou a haver televisão, mas o ritual já estava lá. E quando vieram outros irmãos, nenhum deles a ligava porque isso era simplesmente uma coisa que não se fazia.

O segundo livro que aqui trago, foi o primeiro sobre o qual escrevi no blog, há 8 anos atrás e é obrigatório em qualquer prateleira-de-baixo. Conhecia-o em inglês e o facto de o ter podido comprar em português, foi um sinal incrível de que alguma coisa estava a mudar nos livros em Portugal.

E não era só nos livros; a essa época também a TV era diferente de quando éramos pequenos e de como é agora; e ainda acontecia uma coisa — que agora parece incrível: ou se estava à hora do programa em frente à TV ou já não dava para ver o que queríamos. Antes disso, no tempo dos VHS ainda os deixávamos a gravar, mas com a chegada do DVD, acabaram-se as gravações.

Mas mesmo com a muito maior liberdade que temos hoje em relação à TV, o que se passa é que ela rouba tempo aos livros, rouba tempo às conversas, rouba tempo aos desenhos, rouba tempo e espaço. E quase sempre, não vale assim tanto a a pena.

Dito isto, e como explico ali em cima na introdução, mais ou menos por acaso, não havia TV para ligar. E agora que há, a opção está tomada e o hábito criado.

Há livros que são de se comer e este segundo que aqui trago é-o literalmente. É um livro sobre livros, sobre ler, sobre crescer. E tem uma dentada. Sim, o próprio livro tem uma trinca!

O incrível rapaz que comia livros

Lembra-me as pessoas que ficam preocupadas porque os miúdos comem os livros ou os rasgam. É chato, claro, mas a fita-cola também serve para isso e, se lhes formos explicando, os miúdos mais tarde ou mais cedo, tal como o Henrique, acabarão por deixar de o fazer. E o pormos à disposição dos mais pequenos livros que não tenham só folhas cartonadas, vai abrir-lhes imensamente o universo. Se começarem por este, o sucesso é garantido.

O livro é plasticamente riquíssimo e a história uma delícia: um miúdo que decide começar a comer livros até que se torna a pessoa mais esperta do mundo. Mas depois do sucesso, vem, claro, o declínio, a doença, o vazio e, finalmente, a solução: ler livros em vez de os comer! E com o benefício de poder vir de facto a tornar-se a pessoa mais esperta do mundo, só que um pouco mais devagar…

o incrível rapaz que comia livros

Oliver Jeffers tem já um número considerável de obras — arriscaria a dizer “primas”—, por isso comecem a fazer um cantinho para ele na vossa prateleira-de-baixo.

Estou agora a desenhar os PACOTEs de verão que vão funcionar em moldes diferentes, com entrega única, para poderem ter o que “trincar” nas férias que aí vêm. Estejam atentos!

E no dia 3, sábado, entre as 10h e as 13h estarei em Cascais, no Estúdio da Vila, não a falar de livros de se comer, mas de Livros que nos livram, numa oficina para Pais, com a Alexandra, da Nheko. Apareçam!

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.