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A importância do brincar

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O que é que é despertado numa criança quando brinca? Que tipo de aprendizagem podemos tirar de uma brincadeira? Costuma brincar com a sua criança? Conheça algumas diretrizes que a Oficina de Psicologia partilha connosco sobre a importância do brincar.

Cada criança desenvolve-se num conjunto de condições específicas definidas por tempo, lugar e contexto social e… através do brincar! Muitas vezes pensamos que brincar é aquele tempo em que as crianças conseguem ficar entretidas, descurando a enorme importância e fonte de riqueza informativa que o brincar nos pode fornecer.

Através do brincar, as crianças mostram o seu interior, diminuem ansiedades, expressam emoções, medos, mostram a forma como compreendem o mundo, lançam questões, lançam dúvidas, constroem sentidos… envolvem-se numa troca social e afectiva tão rica quanto prazerosa.

E agora que estamos num mês propício à oferta de brinquedos e simultaneamente estamos num contexto de contenção económica, porque não pensar em oferecer ao seu filho brinquedos menos sofisticados mas em troca oferecer a sua presença para entrar com ele num mundo que possivelmente nunca imaginou existir? Muitas vezes somos levados pelo espírito consumista e vendidos facilmente a brinquedos muito caros, só porque estão na moda ou nos inundam através dos meios de comunicação, quando na realidade não é preciso tanto para proporcionar muito ao seu filho.

Madeirinhas, legos, papelinhos, bolas, caixinhas de fósforos e outros objetos (que até podem ser usados e não “especificamente” brinquedos) podem ser materiais muito ricos, pois transmitem a transformação… e a criança ao transformar, inventa, reinventa, atribui finalidades, desenvolve a imaginação, experencia papéis; logo integra uma surpreendente construção interna.
Ao invés de se massacrar com correções de trabalhos de casa, explore este papel fundamental da brincadeira com o seu filho. Muitas vezes caimos na armadilha de valorizarmos apenas o aspecto escolar das nossas crianças, focamos a nossa atenção em estudar, estudar, continuar a fazer exercícios depois de 8h de escola e esquecemos que à noite os nossos filhos precisam de pais, precisam de desenvolver as suas competências emocionais e sociais.

Que tal tentar sentar-se no chão e envolver-se na brincadeira livre com o seu filho, observando a forma como ele explora o mundo, comunica sentimentos, interage socialmente e ao mesmo tempo raciocina e aprende. Lembre-se que se o seu filho tiver um bom espaço de brincadeira e desenvolvimento emocional será certamente um aluno mais motivado e interessado na escola, do que se for apenas treinado para fazer exercícios escolares.

 

Oficina de Psicologia