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MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – gratuito até Março de 2017

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – MAAT visita gratuita

Depois de uma inauguração com mais de 22 mil pessoas, MAAT estará aberto ao publico gratuitamente até Março de 2017

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – MAAT foi inagurado esta quarta-feira, dia 5 de outubro, num dia cheio de sol e visitantes: mais de 22 mil pessoas não perderam a inauguração. Para quem ficou de fora, uma boa notícia: até Março de 2017 vão poder visitar este novo marco da cultura da cidade gratuitamente. 

E vale a pena: onde antes existia um muro de 14 metros, separando o Tejo da luz que irradia Lisboa, existe agora um edifício moderno, que promove a arquitectura, a arte e a tecnologia, e que se assume como uma ponte entre nós e o futuro. Desenhado pela arquitecta britânica Amanda Levete, o edifício tem formas orgânicas e aproveita a luz direta do sul e refletida pelo rio na superfície do revestimento cerâmico.

O que não podem perder:

  • A vista maravilhosa do miradouro na cobertura do museu, quer para o rio, quer para a cidade.
  • Participar na exposição Pynchon Park, brincando com os elementos – as crianças vão adorar.
  • xilofone na mezanine da exposição “The World of Charles and Ray Eames” – podem atirar berlindes e ouvir a melodia composta por Bernstein. A exposição está em exibição na Central Tejo.

O que aí vem:

  • Haverá uma ponte que ligará o rio à cidade, sobre a linha de comboio, partindo da cobertura do Museu até ao Largo Marquês Angeja
  • O jardim, que ocupará uma área significativa dos 3,8 hectares do MAAT terá esculturas, instalações, música, espaços diferenciados com espelhos de água e aberto 24 horas por dia
  • Em Março estreará a exposição Utopia e Distopia, com intervenções de mais de 50 artistas.

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – MAAT foi inagurado esta quarta-feira, dia 5 de outubro e contará, até Março de 2017, com um preview da exposição “Utopia, Distopia”, com três salas já a funcionar.

Um dos principais objetivos do MAAT é requalificar e dar uma nova vida à zona ribeirinha de Belém, tendo como ponto de partida “reconciliar a cidade com o rio”. A sua arquitectura, com mais curvas do que rectas, torna o edifício mais fluído e orgânico. Um dos grandes pontos de destaque do projecto são os jardins e a varanda, gigante, que ocupa todo o telhado e que funciona como miradouro para a cidade e para o rio, e onde será possível circular gratuitamente e a qualquer hora. Existe apenas uma limitação: dada a inclinação do edifício, fazer skate no telhado é proibido!

MAAT vista panorâmica

No MAAT todas as exposições serão criadas propositadamente para o espaço, o que significa que estamos perante obras exclusivas. Estarão disponíveis três, nestes primeiros meses de abertura e experiência. Na Sala Oval, a primeira que conhecemos quando entramos no MAAT, somos parte da obra, ao nos encontrarmos com o Pynchon Park, desenvolvido pela artista francesa Dominique Gonzalez-Foerster.

MAAT

O conceito é simples: analisar o comportamento humano, quando condicionado pelo espaço e pelos objectos ao seu redor. O programa dura 24 minutos e simula o ciclo de um dia, com projeções do sol e da lua nas paredes, podendo a sala estar iluminada ou completamente às escuras. No espaço, delimitado com uma rede verde, existem bolas de pilates e “livros alcatifados”, onde as pessoas se podem sentar ou deitar. As  portas abrem e fecham através de uma algoritmo aleatório, pelo que ninguém sabe quanto tempo vai ficar fechado. É uma oportunidade óptima para refletir sobre o quotidiano, para relaxar e para as crianças brincarem.

Nas outras salas as exposições serão ainda um teste às funcionalidades do Museu como um todo, mas podemos encontrar uma Video Room e a Main Gallery, uma sala ampla onde há espaço para correr, dançar e parar ao som dos vídeos projetados na parede, e que pode ter variadas utilizações no futuro. Existe também uma sala com um palco, onde vão decorrer concertos, debates e espectáculos.

Ali mesmo ao lado, na Central Tejo, que também sofreu uma requalificação, está a exposição “The World of Charles and Ray Eames”, um casal de designers que explorou de forma activa a tecnologia e a arte como forma de arquitectura. Coincidência ou não, o mote do MAAT, um novo espaço em Lisboa que promete agradar a miúdos e graúdos.

MAAT - museu da Eletricidade

De acordo com Pedro Gadanho, as quatro galerias do novo edifício vão ter entrada gratuita até março de 2017, mantendo-se o preço de cinco euros para os espaços expositivos na Central Tejo (edifício ao lado).

A partir de março, a entrada no MAAT passará a nove euros, com possibilidade de aquisição de um cartão anual de membro do museu por 20 euros.