Pais Sem Pressa - Pumpkin.pt

Pais Sem Pressa

PAIS SEM PRESSA

O Mindfulness em contextos educativos  está a entusiasmar cada vez mais pais e professores, à medida que vão surgindo resultados promissores em escolas de diversos países. Mas, o que poderia suceder se os pais também praticassem? Os resultados seriam ampliados significativamente.

O Mindfulness desenvolve competências pessoais, emocionais e sociais da criança. E os pais, a família nuclear da criança são a sua principal referência, enquanto crescem.

Quando todos praticam Mindfulness em conjunto, pais e filhos encontram uma forma comum para expandir a sua consciência, para aumentar o bem-estar de todos os membros da família e encontrar uma forma de harmonizar a vida familiar.

Como será se toda a família puder usufruir de momentos de Atenção plena?

  • O que pode descobrir?
  • O que pode alcançar?
  • O que pode construir?
  • Como podem crescer em conjunto?

O convite deste programa é explorar as respostas a todas estas perguntas e proporcionar a toda a família a oportunidade de usufruir dos benefícios de incluir o Mindfulness na educação e no relacionamento com os filhos.

A quem se destina?

pais, mães, avós, encarregados de educação

Quando se vai realizar?

11, 18 e 25 de outubro e 1. 8 e 15 de novembro de 2020 (domingos)

10h00 – 12h00

6 sessões

Onde se vai realizar?

Plataforma Online ZOOM

Quem vai orientar?

Susana Rocha

Responsável pelo projeto Educar Emoções, que desde 2015 disponibiliza programas de Mindfulness e Educação Emocional a crianças e jovens, dos 4 aos 18 anos.

Qual o valor de inscrição?

Inscrição individual: 110€

Inscrição casal: 190€

Como posso realizar a inscrição e saber mais sobre este programa?

Email: [email protected]

Telemóvel: 962361041

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Pais sem Pressa

Pais sem Pressa

Uma abordagem Slow à parentalidade

Se diz muitas vezes para si próprio “É sempre tudo a correr..:” ou “Não tenho tempo para nada!” e sente que o tempo em família é passado sobretudo no carro, a correr de compromisso em compromisso ou na rotina banhos-jantar-cama, provavelmente sente que necessita de uma nova forma de encarar o dia-a-dia que lhe(vos) permita ter usufruir mais dos tempos em família. A solução que necessita talvez esteja no movimento Pais sem Pressa, explicado pela Psicóloga Clínica Carla Pacheco.

Nos últimos anos têm surgido inúmeros movimentos Slow – correntes ideológicas que apelam aos benefícios de uma vida mais tranquila, mais harmoniosa e, no fundo, mais consciente e focada nos valores que nos são importantes. A mais recente vertente é o Slow Parenting, ou movimento Pais sem Pressa.

O Slow Parenting nasceu nos Estados Unidos e tem como um dos principais impulsionadores, Carl Honoré, um jornalista e escritor que se dedica a difundir a mensagem Slow nas suas diferentes vertentes.

De uma forma muito simples, este movimento Pais sem Pressa, apela a uma desacelaração do ritmo a que vivemos o dia-a-dia em família e à de uma consciencialização plena nas escolhas que fazemos para o nosso tempo.

Com esta abordagem, procuramos introduzir progressivamente mais tempo de qualidade através da simplificação do dia-a-dia da criança. Aqui o tempo de “não fazer nada” ganha um papel central. Ao contrário da cultura de eficiência e produtividade máxima em que vivemos atualmente, defende-se a criação de um tempo para apenas estar e ser, em família – para conversar, jogar um jogo, pintar ou brincar sem estrutura nem objectivo predefinido. Da mesma forma, defende-se que a criança deverá ter, diáriamente, tempo não estruturado para estar e que devemos deixá-la aprender a gerir o tédio, pois este é o berço da criatividade.  Para tal, os impulsionadores do movimento alertam para o facto que as crianças até aos 5 anos não necessitam de actividades estruturadas e devem ser deixadas a brincar livremente. Por outro lado, afirmam que  as actividades extra-curriculares das crianças em idade escolar deverão ser limitadas de forma a que a criança tenha tempo livre todos os dias e que a opinião da criança deverá ser sempre tida em conta nas escolhas destas actividades.

Outra questão central é o respeito pelo ritmo de desenvolvimento da criança. Hoje em dia, os pais são bombardeados com tabelas de crescimento, etapas de desenvolvimento e toda uma parafernália comparativa que serve, sobretudo para aumentar os niveis de ansiedade parental e criar pressão desnecessária sobre pais e criança, levando muitas vezes a situações de sobrestimulação e stress infantil. Este movimento defende que a estimulação seja feita ao ritmo e de acordo com o interesse da criança, deixando-a livre para que se aproprie dos conhecimentos e competências no momento correcto para si.  A comparação sempre foi inimiga da felicidade e, quando falamos de desenvolvimento infantil, esta máxima tem de ser tida como regra fundamental.

Ser um Pai sem Pressa passa ainda por investir em estar mais presente emocionalmente, sem telemóveis (quantas vezes já demos connosco de telemóvel na mão enquanto brincavamos com os nossos filhos), sem multitasking, sem stress.  É reservar um pouco de nosso tempo para estarmos totalmente presentes e focados no momento.

Esta é, sem dúvida, uma abordagem muito interessante e, embora compreenda que é dificil simplificar, dado o ritmo a que as nossas vidas se desenrolam, penso que este conceito de “desacelerar”, pode tornar-se numa das mais impactantes decisões que podemos tomar no caminho do nosso bem-estar e do desenvolvimento harmonioso dos nossos filhos.

Convido-vos também a investigar e a conhecer mais sobre este tema.

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