Moby Dick no FIMFA - Pumpkin.pt

Moby Dick no FIMFA

Evento expirado

A 21.ª edição do FIMFA abre no Teatro Nacional D. Maria II com Moby Dick nos dias 4 e 5 de Maio.

Absolutamente a não perder o novo espetáculo de Yngvild Aspeli, que encena o gigante da literatura Moby Dick com sete atores-manipuladores, cinquenta marionetas, projeções de vídeo, uma orquestra submersa e uma baleia-marioneta em tamanho real. A reputada companhia Plexus Polaire volta ao FIMFA para nos fazer embarcar numa viagem de mistério e de assombro.

Moby Dick: Uma investigação sobre os inexplicáveis mistérios da vida.

Moby Dick invoca o mito da baleia branca para sondar os mistérios da alma humana diante da vastidão do oceano.

Após o sucesso mundial de Chambre Noire, a encenadora e marionetista Yngvild Aspeli regressa ao FIMFA com a sua nova criação. A história de uma expedição de caça à baleia, mas também de uma busca obsessiva, que levou a tripulação ao seu destino trágico. Um romance iniciático, em que, face à imensidão do mar, se revela uma investigação sobre os inexplicáveis mistérios da vida e um mergulho vertiginoso ao interior da alma humana. Em torno deste conto quase mitológico, a artista norueguesa convoca em palco os homens e as mulheres que desapareceram no mar para nos fazer ouvir as suas histórias.

Herman Melville publicou Moby Dick em 1851, a história de uma caça desesperada e sem sentido a uma baleia branca por um homem, o capitão Ahab, que acabou por levar toda a tripulação do Pequod à perdição. Se as sucessivas gerações de leitores ávidos de aventura foram todas cativadas por esta obra-prima, é porque a sua história de iniciação está impregnada de uma natureza mística e os mares vêm sempre à mente. 

Diante desse espaço mitológico que une o homem à fera, a fera à natureza e o homem ao insondável, Yngvild imaginou jogos de escala e usa dezenas de marionetas para ecoar o poder dos oceanos. Uma baleia branca esquiva, personagens gigantescos e vídeo para nos confundir e espantar: é todo um universo poético que se desenrola perante nós, no palco. Rodeada pela sua companhia Plexus Polaire, à qual gosta de chamar de “Babel flutuante”, Yngvild questiona o destino e oferece uma viagem obscura e misteriosa a todas as almas humanas.

“O meu avô era marinheiro. Ele tinha uma mulher nua tatuada no braço e lembro-me do seu cheiro a peixe e sal, a alcatrão e tabaco. O meu avô veio de uma ilha na costa oeste da Noruega, um pequeno porto cheio de navios e línguas estrangeiras, pescadores, marinheiros e crianças à espera de pais que nunca voltaram do mar. Uma paisagem de vento e de mulheres de pé a observar o horizonte, rezando para o oceano trazer os seus homens para casa. Rostos desgastados e salgados, mãos calejadas e igrejas com barcos pendurados no teto, na esperança de proteção. Um cemitério tão árido e rochoso que, para poderem enterrar os mortos, tiveram de o encher com a terra que servia de lastro aos navios que vinham comprar o peixe seco e salgado. Os meus antepassados estão, portanto, enterrados com terra vinda de Portugal.

Gosto de como o mar desenha as linhas invisíveis entre os diferentes cantos do mundo e cria pontos de ligação (…). Ficamos fascinados com a sua beleza deslumbrante e assustados com a sua violência impiedosa. Perante esta força da natureza, somos todos iguais, infinitamente pequenos. E ninguém conseguiu captar esta batalha entre o homem e a natureza, como Hermann Melville, em Moby Dick (…). Para citar Melville: É a imagem do inalcançável fantasma da vida; e é esta a chave de tudo.” – Yngvild Aspeli

Moby Dick: todas as Informações

TEATRO NACIONAL D. MARIA II – Sala Garrett

  • 4 e 5 de maio às 19h (ter, qua)
  • Espetáculo de Abertura do FIMFA Lx21 – Estreia Nacional
  • BILHETEIRA ONLINEBilhetes: 9€ a 16€ (com descontos) +info
  • Técnica: Teatro visual, marionetas, música e vídeo 
  • Idioma: Inglês e francês, com legendagem em português 
  • Público-alvo: +12 (A classificar pela CCE) 
  • Duração: 90 min.

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