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Metodologias STEM, STEAM e STEMMA para uma aprendizagem com significado

educação alternativa

Uma alternativa ao sistema de aprendizagem atual.

A escolaridade tradicional tornou-se impessoal, muitas vezes de cariz lucrativo e, acima de tudo, redutora. Quem o defende é a Stellaria Ciência e Arte, que nos apresenta também formas alternativas de educação.


A escolaridade obrigatória deveria serve, em grande parte dos casos, para criar jovens entristecidos, desmotivados, cujo potencial intelectual longe de ser estimulado é reprimido com programas de um tamanho único (one size fits all).

Os objectivos da escolaridade tradicional são demasiado rígidos e limitados, levando à perda daquilo a que se chama ‘inteligência emocional’ (emotional intelligence), isto é, a capacidade de ter agilidade mental para compreender outros, para reconhecer oportunidades e ajustar-se a elas – uma qualidade que é das mais fundamentais no século em que vivemos.

A Interdisciplinaridade aplicada em simultâneo com o que de melhor nos trazem as teorias e práticas pedagógicas mais reconhecidas de ensino-aprendizagem construtivista – de que se destacam Dewey, Montessori, Piaget, Morin, entre outros – e aprendizagem experiencial – isto é, aprender ao ter de planear-fazer-tirar conclusões (metodologia que se vê expressa nos trabalhos de Kolb, e de Nonaka e Takeuchi, para citar de entre os clássicos) – deu origem a um ‘novo’ movimento de ensino/aprendizagem, conduzindo a uma aprendizagem sólida, contextualizada e enriquecedora para as crianças e jovens.

Qual? Uma perspectiva designada por STEM (acrónimo em inglês para Science/Ciência, Technology/Tecnologia, Engineering/Engenharia, e Maths/Matemática) que mais recentemente se alargou para incluir Arte (dando origem ao acrónimo STEAM) e, em alguns casos, Música (ficando então a usar-se o acrónimo STEAMM, ou STEMMA).

Isto permite  contribuir positivamente para  o desenvolvimento global da pessoa (isto é, o desenvolvimento a nível intelectual , artístico  e cognitivo  dos jovens participantes), ao estimular capacidades e competências que promovem:

  • agilidade mental e inteligência emocional;

  • criatividade e imaginação;

  • capacidade de análise, e de raciocínio lógico e dedutivo;

  • espírito de iniciativa e capacidade de trabalho independente, bem como a capacidade de integração e trabalho em equipe;

  • aprendizagem por objectivos;

  • apreensão duradora de conhecimentos por associação de ideias de forma interdisciplinar;

  • maior facilidade de adaptação a um mundo em constante transformação. 

Poder aprender pelo prazer da descoberta, no seu ritmo pessoal, com um determinado objectivo   é a forma mais válida da aprendizagem. Aquela que traz satisfação à criança ou jovem, aquela que vai efectivamnente servir de pilar de saberes, competências e flexibilidade para mais facilmente formar jovens adultos capazes de raciocinar de forma eficiente, criativa, adaptável e com significado.

Este estilo de educação (visto como laxismo por alguns) tem talvez só um duplo ‘defeito’ aos olhos de quem já ficou alienado pela vaga de consumerismo rápido e de satisfação egocêntrica e efémera:

  •  demora o tempo que demorar, umas vezes é muito mais rápido do que levaria na escolaridade tradicional, outras vezes é tão lento que parece que a criança não progride;
  • e exige dedicação por parte dos actores secundários no processo (i.e. pais/familiares e educadores/professores/animadores).

É uma jornada de descoberta, tal como é aquela de começar a articular as primeiras palavras. Não é comum ver os pais ou família a dar um prazo ao bébé para articular palavras e frases claramente, ou um prazo e um percurso- padrão para o dia de começar a andar.

Tendo em pano de fundo a sua carga genética, e sobretudo o carinhoso suporte contínuo dos que rodeiam e fazem parte do contexto  diario, um bebé humano demora cerca de um ano a andar: mas durante esse ano o bébé trabalhou intensamente a fragmentar e a analisar o que dizemos, e como dizemos, e a explorar atitudes e movimentos. É a sua primeira aprendizagem experiencial. 

E com todo o arsenal de análise e reflexão do que foi sendo o universo à sua volta, e depois de algumas tentativas (tipo bah, ou duuuh …) um dia o bébé emite algo de perceptível como palavra, terminado assim o primeiro nível da sua espiral de conhecimento e consolidação… algo que irá durar a vida toda.

O mesmo se passa com a aquisição de saber ‘escolar’. Mas enquanto a escola tradicional o saber é adquirido sob a pressão de diversas formas, a aprendizagem individualizada construtivista faz isso e muito mais, por vezes mais rápido que a escola, por vezes muito mais lentamente.

Tal como aprender a falar, necessita suporte e aconselhamento de alguém que seja capaz de detectar os mínimos sinais de progresso, e canalizar suavemente a energia e atitudes da pessoa que está a explorar e construir o seu próprio saber.

Para tal, é fundamental que se estabeleça uma sinergia positiva entre o trabalho de formadores/professores/animadores, e o papel que os pais/familiares podem e devem desempenhar nessa jornada de conquista de saber de cada um dos jovens formandos.

Nesta jornada, cada pessoa é um caso. E cada caso é uma preciosidade e tem de ser tratado e respeitado como tal.

Porque é bom sonhar que o futuro da humanidade vá continuar e seja verdadeiramente feito para um planeta sustentável e ‘sustentante’ de humanos, cujas aptidões, saberes, gostos, afectos e competências são únicos e em constante evolução  e a contribuir para criar redes de conhecimento mais abrangentes,

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