Igualdade de género na escola: como promover? - Pumpkin.pt

Como promover a Igualdade de Género na escola? Sugerimos várias iniciativas!

igualdade de género nas escolas

Trabalhar para a igualdade de género é uma preocupação e um objectivo transversal à sociedade: deve existir em casa, mas também na escola, palco muitas vezes de desigualdades e desequilíbrios na atribuição de tarefas ou na gestão de conflitos. Felizmente, são várias as iniciativas que promovem a igualdade de género na escola.

Urge desenvolver um esforço para a eliminação da discriminação em função do género e, consequentemente, de relações de intimidade marcadas pela desigualdade e pela violência, constituindo-se parte essencial da educação para os direitos humanos, para o respeito pelos direitos e pelas liberdades individuais na perspetiva da construção de uma cidadania para todos.

Direcção Geral de Educação

É neste sentido que destacamos algumas iniciativas focadas na igualdade de género na escola, que têm como objectivo mostrar às crianças a importância do respeito pelo outro – independentemente de género, raça, etnia, religião, orientação sexual -, além de reforçarem o papel da mulher como figura tão válida quanto a do homem.

Temos também outras sugestões de atividades que empoderam as meninas, lhes dão ferramentas para que possam seguir os seus sonhos e incentivam os meninos a entendê-las como iguais.

Alguns destes projectos não divulgaram ainda os seus programas para 2020/2021, pelo que sugerimos que entrem em contacto direto com os organizadores para mais informações.

Tu Podes Ser o Que Quiseres

Barbie Podes Ser o Que Quiseres Escolas

Em Portugal, um pouco como no resto do mundo, a historiografia escolar tem vindo a privilegiar os homens. Apesar da história do país ter sido marcada por mulheres admiráveis, a verdade é que os referentes femininos que aparecem nos manuais escolares do ensino básico continuam a ser mais escassos que os masculinos.

Perante esta situação, em 2019 a Barbie decidiu reforçar o seu compromisso com o desenvolvimento da próxima geração, favorecendo a igualdade real e efetiva entre as crianças através do lançamento do “Programa Escolar Tu Podes Ser O Que Quiseres”.

O programa educacional é composto por diversas unidades pedagógicas, dinâmicas de grupo e desafios de investigação, a que os professores vão poder aceder gratuitamente.

O objetivo passa por valorizar, de uma forma simples, clara e divertida, o papel das mulheres na história portuguesa, inspirando os adultos de amanhã a identificarem-se com diferentes profissões, a pensar em grande e a acreditarem que também eles poderão ter um futuro brilhante pela frente.

Desafiar Estereótipos

desafiar estereótipos

Desafiar Estereótipos” é um projecto direccionado para a comunidade escolar, em particular para os/as alunos/as do Ensino Secundário, que explora, para uma melhor compreensão da temática geral, os diversos contextos de vida onde a discriminação em função do género acontece, nomeadamente, na conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional; nos contextos de poder e de tomada de decisão e em casos de violência de género.

Através do livro, de uma performance teatral ou peça de teatro, e de temas musicados por Ana Bacalhau, os jovens poderão reflectir e debater sobre conceitos associados ao tema da igualdade: estereótipos de género; usos do tempo; papéis de género; androcentrismo; empoderamento; capacitação; assédio sexual; entre outros.

O livro, para além de três histórias ficcionadas sobre a igualdade de género e oportunidades inclui também as letras das músicas compostas por Ana Bacalhau para o projecto, capítulos com enquadramento conceptual, exercícios, dados estatísticos, links e contactos úteis.

O projecto “Desafiar Estereótipos” beneficia de uma parceria estratégica com a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, que garante a qualidade técnica dos conteúdos explorados.

Todas as instituições que trabalhem com o público-alvo do projecto poderão receber a apresentação do mesmo, tendo sempre incluídas uma performance teatral e uma performance musical de Ana Bacalhau com os temas compostos para “Desafiar Estereótipos“.

No site do Desafiar Estereótipos podem encontrar mais informação sobre o projeto e comprar o livro, bem como entrar em contacto com a equipa de Ana Bacalhau para saber como levar o conceito à vossa escola.

Corações com Coroa vai à Escola

CCC vai à Escola

CCC vai à Escola” é um projeto artístico-pedagógico validado pela Direcção-Geral de Educação que reforça a importância de alunos e alunas conhecerem os seus direitos.

Dirigido a alunos do 9º ano, consiste numa peça de teatro – “Elfos e Anões”, desenvolvida em parceria com o Teatro Meridional, escrita pelo dramaturgo Jorge Palinhos e encenada por Natália Luiza – a ser apresentada em contexto de sala de aula, seguido de exercícios pedagógicos com a turma, liderados por uma técnica da CCC.

A peça de teatro incide sobre tópicos de trabalho diário da Associação Corações com Coroa e pretende promover a reflexão acerca de questões existentes no quotidiano escolar nomeadamente a violência no namoro, a gravidez adolescente, a contracepção, o bullying e o cyberbullying.

O modelo de intervenção, assim como o conteúdo do projeto, enquadram-se na área temática da Educação para a Cidadania, com particular enfoque na Educação para a Igualdade de Género e para a não-violência.

A cultura como promotora da Igualdade de Género na escola

livros para meninas

Não há “livros para meninas” e “livros para meninos”, mas há livros que podem ajudar meninas e meninos a perceber que os seus direitos, obrigações, capacidades e vulnerabilidades são os mesmos.

Reunimos uma lista com várias sugestões de leitura que podem adoptar na sala de aula de forma a criar uma maior consciência para a igualdade de género.

Espreitem também as nossas sugestões de filmes com personagens femininas e, mesmo longe do Dia das Bruxas, a lista que fizemos com filmes de Halloween com protagonistas femininas. Afinal, há alguns séculos, as mulheres fortes eram vistas como feiticeiras e queimadas nas fogueiras. É também por elas que lutamos, hoje, pelo diminuir das barreiras do preconceito.

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