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As crianças também aprendem à mesa

As criancas também aprendem à mesa

As refeições são muito mais do que comer

Desde muito cedo, os povos escolhiam comer em conjunto com outros membros da família ou amigos, a refeição era portanto, vista como importante ocasião social.

Ainda atualmente, à volta da mesa, celebram-se negócios, festejam-se eventos importantes, os rituais de passagem, os triunfos, mas também o luto, as crises ou as desilusões. A mesa torna-se invisível e a intimidade familiar é edificada. É um momento de grande espessura comunicativa, onde se colhem alguns dos códigos que nos são mais intrínsecos. É o momento por excelência que reflete práticas, onde há troca de afetos e de sentidos, onde se transmite confiança e segurança, onde damos exemplos a seguir, onde se identificam as prioridades do agregado familiar.

Na verdade, as refeições são muito mais do que comer. À mesa não nos alimentamos apenas ao mesmo tempo e dos mesmos alimentos. Alimentamo-nos uns dos outros. Não nos sentamos à mesa simplesmente para comer, mas para comer com…

E quando se trata de partilhar este momento com crianças, o momento que se quer glorioso pode ser um tanto ou quanto penoso, especialmente em grande grupo como acontece nos refeitórios escolares. À parte do burburinho ensurdecedor composto de gargalhadas e choro, saltam à vista as brincadeiras com a comida e as rejeições por imitação. Conte com isso quando junta 2 ou mais destes adoráveis traquinas.

1. Torne cada refeição interessante

As crianças são curiosas mas entediam-se facilmente. É natural que se interessem mais por brincar do que por estarem sentadas a mastigar ervilhas. O segredo é tornar este momento interessante. Mostre diferentes grãos, frutas e verduras, diga-lhes os nomes, os lugares de onde vêm. Conte sobre os nutrientes e para que servem. Misture cores e texturas. Deixe-o comer com as mãos se isso ajudar a ultrapassar a barreira do desinteresse pela refeição. E sim, vai sujar tudo à volta mas logo se limpa. Não transmita preocupação nem pressa. Mostre livros sobre o funcionamento do corpo ou sobre alimentos. As crianças adoram saber como as coisas funcionam! Se puder, faça uma pequena horta com os mais novos. Quem já não ficou encantado com o primeiro broto de um pé de feijão plantado no algodão?

2. Modere as suas expetativas

E não espere que as crianças comam muito. Elas comem pouco porque pesam pouco. Existem apenas duas fases em que a renovação celular é tão intensa que justifica a “superalimentação”: na fase lactente e na puberdade. É esperado que um bebé cheio de refegos se torne numa criança esguia.

3. Aprender à mesa

Educar exige esforço porque ninguém dá o que não tem. Para ensinar, é preciso ser primeiro aprendiz. É preciso levar em conta que o ambiente cria o momento. Procuramos companhia nas tecnologia e apoiamo-nos em quaisquer informações, tenham elas a base que tiverem. O homem pré-histórico não tinha TV nem Internet e alimentou-se de forma correta assegurando a continuidade da humanidade. Uffa..! Felizmente.

À mesa, uma criança aprende muito, inclusive a lidar com as suas inseguranças. É o momento em que ganha segurança, se sente confortada, compreendida e a sua autonomia é encorajada. Seja o exemplo, quer seja a professora ou a mãe, se estiver de perna trocada, a escrever ao telemóvel, com a televisão ligada e sem qualquer capacidade comunicativa (pelo menos com a criança) ou qualquer interesse pelo momento que se adivinha, então será certo que esta imagem se irá refletir nesta criança.

Na escola ou em casa, é necessário bom senso para educar! Mas, mais do que isso, é necessário tempo e disponibilidade: o tempo gasto na “hora certa” não é tempo perdido! É um tempo ganho em termos de bem-estar e desenvolvimento da criança… e, a prazo, em termos da sua própria liberdade e autonomia, enquanto adultos!

 

Aproveite-a bem e faça bom proveito!

 

Carolina Fernandes

Nutricionista e Coordenadora de Produção da Bebé Gourmet

 

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