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Visitas? Sim! Beijinhos? Obrigada, mas não!

beijar bebé

Principalmente, mas não só, no Inverno.

Quando um bebé nasce, nascem também uns pais, uns avós, e muitos “tios e tias” emprestados. Há, em todo este amor quase incontrolável, a magia muito própria das primeiras semanas de vida de um recém-nascido: as visitas que entram e saem, num corropio de curiosidade – afinal, esperaram nove meses pela chegada daquele mini ser – e a vontade de ajudar nas tarefas, pegar ao colo, dar um descanso aos papás.

Não dispense estes braços, mas estabeleça algumas regras que vos protejam, aos vossos ritmos e, sobretudo, à vossa saúde.

Atchim!

Está muito frio: não é novidade, todos o sentimos, mas os termómetros batem temperaturas inusitadas para o nosso inverno. O número registado de gripes e constipações, em comparação com os anos anteriores, é superior ao normal.

É por isso natural que, para além dos presentes para o bebé, as visitas possam trazer, a esta altura do campeonato, alguns “bichinhos” consigo. Entre uma tosse aqui e um espirro ali, o contágio é rápido e fácil de acontecer.

É natural que se sintam ansiosos com a perspectiva de terem as visitas a beijar o vosso bebé. Mas, na verdade, sejamos claros: têm todos os motivos para isso, em Janeiro ou em Agosto. A gripe é apenas parte do problema.

Nada de beijinhos

Existem outros perigos menos óbvios. A herpes, por exemplo. As variações mais simples da herpes, como a HHV-6B, afectaram já praticamente 100% da população humana. A grande maioria delas, ainda assim, é extremamente terrível para recém-nascidos: pode, até, levar à morte.

O risco é baixo, mas é um risco ainda assim: estima-se que 7 em cada 100 000 bebés apanham herpes ao receberem beijos.

E voltando à gripe: o vírus geralmente não se espalha apenas através da saliva e sim da combinação desta com muco. Ou seja, é muito provável que uma visita, depois de se assoar, pegue no bebé ou lhe toque, correndo-se assim o risco de contágio.

O sistema imunitário dos bebés é muito frágil, principalmente no primeiro mês. Por isso, em relação às regras de que falávamos, o ideal é restringir as visitas durante as primeiras quatro semanas, se possível.

Já sabemos: os avós não vão nessa cantiga.

A solução: direccionar os afectos para os pés do bebé.

Parece estranho, não é?, mas um “ela adora quando lhe mordiscamos os pés” pode fazer magia.

Se ainda assim as visitas protestarem, não restam grandes alternativas: mostre-lhes as estatísticas sobre a gripe, a herpes e outros perigos. Não vai cair nas suas graças, nem será engraçado, mas pelo menos o bebé continuará são e salvo.

Que é o que importa.

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.

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