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Socorro, os dentes estão a chegar!

Dentes estão a chegar

Há quem diga que esta é a experiência mais dolorosa da nossa vida.

Há um provérbio que diz que os dentes têm as costas largas. Não há? Devia. A partir de certa altura, qualquer birra é justificada com um dentinho a rebentar. Se o bebé dorme mal, se faz diarreia, se tem ranhoca, ou se atira os brinquedos para o chão em prantos, alguém se apressará a dizer: “Coitadinho, são os dentes…“.

Alguém que defenda os dentes: podem ser os culpados destes sintomas difíceis de gerir, mas nem sempre o são. Às vezes o bebé pode ter mesmo acordado com os pés de fora, estar engripado, ou ter reagido mal à introdução de um novo alimento. Ainda assim, não deixa de ser verdade que os dentes são os responsáveis por algumas das maiores tormentas que podemos passar enquanto pais.

A boa notícia? O ciclo de nascimento de um dente completa-se relativamente depressa.

A má notícia? Entre o 4º e o 30º mês de vida do bebé, é suposto que lhe nasçam 20 dentes.

Há quem defenda que o nascimento dos dentes – na verdade, o rompimento das gengivas – pode ser catalogado como a experiência fisicamente mais dolorosa que sentimos durante a vida. Simplesmente não temos memória dela. Não é por isso de estranhar que os bebés se sintam incomodados e que este seja, normalmente, o primeiro momento difícil e desafiante da paternidade.

Vamos colocar-nos no lugar de um bebé que teve, até agora, uma vida extremamente complicada: a de comer, dormir e receber colo. Meses sem dores, tirando o ocasional pico de uma seringa no pezinho ou na perna, e uma ou outra cólica mais forte.

Se vivêssemos neste estado de férias constante, também ficaríamos extremamente mal-dispostos (aposto que choraria noite e dia!) se de repente começassemos a sentir um tubarão a rasgar-nos a gengiva, a fazer-nos pressão nos ouvidos e a incomodar assim a nossa até então pacata existência.

Há aqueles que nascem com a gengiva virada para a lua, como se costuma dizer – bebés que têm a boca cheia de dentes de um dia para o outro sem que ninguém dê por isso. Nem um sinal, nem uma noite mais difícil, nenhum trauma para contar.

Mas a maioria de nós recordará com pouca ou nenhuma nostalgia as noites em que nos levantámos, tipo zombies, pelo menos oito vezes, para acalmar e fazer companhia ao bebé que coçava a boca e chorava em desânimo. Como em quase tudo na vida, o segredo é ter paciência e beber baldes de café.

O pior vem depois: quando eles nos começam a morder. Aí sim, não há solução que nos valha.

Se encontrar alguma incorreção contacte-nos por favor.

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