Sim, é possível (mais ou menos). Partilhamos algumas estratégias para manter o caos dentro de limites habitáveis, no cenário pós apocalíptico típico de um lar com um bebé acabado de nascer.
Antes de terem um bebé, a vossa casa era um sítio previsível. Tudo tinha um lugar, as superfícies eram lisas e a máquina de lavar não estava em modo de funcionamento permanente.
Depois chegou a abobrinha – e com ela, uma avalanche silenciosa de fraldas, babetes, bodys de três tamanhos diferentes e pelo menos quatro versões da mesma chupeta. E vocês, que mal dormem quatro horas seguidas, olham à volta e pensam: “Como é que isto aconteceu?”
A resposta é simples: aconteceu porque são pais. E os pais de recém-nascidos não têm de ter a casa de catálogo. Têm é de sobreviver – e, se possível, com alguma sanidade.
Aqui ficam algumas estratégias práticas, sem pressão, para manter o caos dentro de limites habitáveis.
Aceitem (de uma vez) que “arrumado” mudou de definição
O primeiro passo é o mais libertador de todos: baixem o nível de exigência.
Nesta fase, “casa arrumada” significa que conseguem passar sem tropeçar no caminho até ao berço às 3 da manhã.
Significa que sabem onde estão as fraldas e que não há leite derramado na bancada da cozinha há mais de 24 horas. Significa, acima de tudo, que estão de pé.
A casa vai ser arrumada a sério mais tarde. Prometemos.
Criação zonas de batalha e zonas de sanidade
Uma dica que funciona mesmo: decidam quais os espaços que têm de estar razoavelmente apresentáveis (sala, casa de banho de visitas) e deixem os outros em paz por agora.
O quarto do bebé vai estar sempre num estado de caos criativo – e tudo bem. A zona de muda de fralda parece o backstage de um festival – e tudo bem também. O importante é que não deixem o caos invadir todos os espaços ao mesmo tempo, porque aí sim, começa a pesar mentalmente.
Roupa: o inimigo número um do pós-parto
Ninguém avisa os novos pais sobre isto: um recém-nascido gera uma quantidade absurda de roupa suja. Cuspos, fraldas com fugas, mais cuspos, aquele body que ficou manchado ainda na maternidade – a máquina nunca para.
E depois há a vossa roupa, que passa semanas dobrada numa cadeira porque não têm energia para dobrar, pendurar e guardar.
Se estiverem a afogar-se em roupa, o FIXO tem serviço de lavandaria em Lisboa, de lavandaria no Porto e noutras regiões pelo país – e que pode ser literalmente a melhor decisão da vossa semana. Entregar a roupa, recebê-la lavada, passada e dobrada – não é luxo, é saúde mental. E a saúde mental dos pais também conta.
Façam as pazes com pedir ajuda (ou contratar ajuda)
Há um período específico, algures entre as semanas 3 e 8, em que a casa atinge o seu ponto mais caótico. As visitas já foram embora, a euforia do nascimento baixou, e vocês ainda não encontraram o vosso ritmo.
É exatamente aqui que faz sentido pensar em reforços.
O FIXO disponibiliza serviços de limpeza ao domicílio enquanto saem a passear com o bebé – voltam a casa arrumada, dormem melhor, e no dia seguinte enfrentam as fraldas com outro ânimo.
Não é sinal de que falhámos. É sinal de que somos inteligentes.
Pequenos hábitos que fazem uma diferença desproporcional
Sem grandes sistemas de organização nem julgamentos – só coisas que realmente funcionam:
- Caixas abertas em todo o lado: Esqueçam as tampas. Com uma mão a segurar o bebé, não há paciência para abrir caixas. Uma cesta aberta no chão da sala para brinquedos, uma no quarto para roupinhas sujas, outra na casa de banho para artigos de higiene – tudo à vista, tudo acessível.
- Reponham de noite, não de manhã: Antes de irem para a cama (ou antes de tombarem, que é mais honesto), façam uma “volta” de cinco minutos. Não para limpar – só para repor o que está completamente fora do sítio. De manhã, com o bebé acordado e a pedir colo, já não há hipótese.
- Compras online para o que se repete: Fraldas, toalhitas, creme para as assaduras do bebé, sabão para roupa delicada – montem subscrições automáticas para não terem de pensar nisso. Um consumível a menos para gerir é uma vitória genuína.
- Aceitem tudo o que vos oferecerem: Alguém se oferece para passar o aspirador? Digam que sim. Para dobrar roupa? Digam que sim. Para ir buscar comida? Digam que sim. Esta não é a altura de serem heróis solitários.
Uma última coisa
As casas arrumadas de forma impecável nas revistas de decoração não têm recém-nascidos dentro. As vossas têm – e isso é infinitamente melhor.
Daqui a alguns meses, quando a abobrinha começar a sorrir de propósito e a dormitar um bocadinho mais, vão ter energia para recuperar a casa. Por agora, façam o suficiente para se sentirem humanos e peçam ajuda sem culpa.
Famílias felizes não são as que têm a casa mais arrumada. São as que têm as prioridades nos sítios certos.
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