Desfralde: guia para tirar a fralda, passo a passo! - Pumpkin.pt

Desfralde: guia para tirar a fralda, passo a passo!

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Prontos para abandonar a fralda de vez? Saibam qual a altura certa e como acompanhar e facilitar este processo, passo a passo.

O crescimento dos bebés é repleto de primeiras vezes, mas também de despedidas: da chucha, da mama e, claro, da grande amiga fralda. Mas afinal, como sabemos que chegou o momento certo para começar a tirar a fralda às abobrinhas? E como se faz o desfralde de forma progressiva, respeitando as necessidades e os timings da criança? Continuem a ler e tornem-se experts na arte de desfraldar.

Desfralde: quais os sinais de que chegou a altura de tirar a fralda?

Vera Dias Pereira, do blog ‘As Viagens dos Vs‘ partilha com a Pumpkin o primeiro passo para o desfralde. Aprenda com a experiência do filho da autora e saiba quais os principais sinais físicos, de comportamento e cognitivos que indicam que chegou a altura de largar a fralda.

Já estão prontos? Descubram como tirar a fralda de vez.

Chegou a altura de tirar as fraldas ao Vicente e não posso deixar de confessar que me faz alguma confusão ver que, ainda “ontem”, ele usava aquelas fraldas minúsculas de recém-nascido e agora já anda por aí de “pecas”. Aquele rabinho de fralda está a crescer e a tornar-se num rapazinho demasiado rápido.

Não existe uma idade certa para se iniciar este processo. É algo que vai partir, acima de tudo, dos sinais que o nosso filho nos vai transmitindo e de nós conseguirmos perceber se é ou não a altura certa para o fazer.

No entanto, de certeza que fazê-lo numa altura do ano mais quente é uma grande ajuda, pois inevitavelmente os acidentes vão acontecer e eles vão acabar por ficar molhados e, para além disso, deixá-los andar por casa só de cuecas e de crocs é uma mais valia.

Cá por casa houve dois momentos. O primeiro em que achei que o iria fazer gradualmente, habituando-o a ir à casa de banho para fazer xixi, em períodos certos do dia (por exemplo, ao acordar, depois de comer, antes do banho e antes de dormir), mas continuava com a fralda.

Falei com ele, envolvi-o no processo, compramos cuecas (ou “pecas”, na terminologia dele…coisa que ele adorou e eu pensei que as cuecas certas eram o truque para que tudo corresse bem. Mentirinha! Não foi! O êxtase com as cuecas passou rápido). E o segundo, onde decidi ser mais radical e tirar de uma vez por todas a fralda de dia. E é nessa fase que estamos.

desfralde penico

Como está a correr? Não posso dizer que tem sido a completa desgraça, mas tem momentos. O Vicente aguenta-se já algum tempo sem fazer xixi, quando tem vontade umas vezes pede e outras sou eu que tenho que estar atenta. Agora, onde está o nosso grande problema é no cocó. O Vicente não pede, não avisa, a não ser quando já não há nada a fazer…

Se me passou pela cabeça adiar tudo? Sim, passou, porém eu penso que a partir do momento em que tomamos a decisão de tirar a fralda, não devemos recuar mais tarde (a não ser que a criança demonstre não estar de todo preparada para tal, o que não é o caso aqui).

Para quem, desse lado, está a pensar em iniciar esta etapa, partilho uma lista daqueles que serão os sinais que nos irão dizer se chegou ou não a altura de o fazer. Ora atentem:

Sinais físicos:

  • Anda com firmeza e até consegue correr.
  • Faz bastante xixi de cada vez (e não de pouquinho em pouquinho).
  • Faz cocó razoavelmente sólido e em horários mais ou menos previsíveis.
  • Consegue manter a fralda seca pelo menos durante 3/4 horas (é sinal de que os músculos da bexiga conseguem segurar a urina).

Sinais de comportamento:

  • Consegue ficar sentado na mesma posição entre 2 e 5 minutos.
  • Demonstra interesse nos hábitos de higiene (gosta de observar os outros na casa de banho ou quer usar cuecas).
  • Não demonstra resistência perante a ideia de usar o penico ou o redutor.
  • Está numa fase em que gosta de colaborar e não numa fase do “contra”.

Sinais cognitivos:

  • Conseguir seguir instruções simples (por exemplo: “vai buscar aquele aquele carro!”).
  • Entende que cada coisa tem o seu lugar.
  • Tem palavras para xixi e cocó.
  • Percebe os sinais físicos de que está com vontade de ir à casa-de-banho e consegue pedir para ir (ou até mesmo, segurar um pouco).

Ver fonte aqui.

Outros sinais:

  • Caminhar com segurança
  • Sentar-se com equilíbrio
  • Ter consciência de que está a fazer cocó, o que acontece quando fica muito calado e mostra sinais de concentração ou aponta para a fralda e diz cocó ou chichi quando os faz
  • Compreender e seguir instruções simples como “vai buscar o livro””, “arruma o brinquedo”,…
  • Ter autonomia para conseguir baixar e/ou puxar para cima as calças, saias ou collants e mostrar-se desejoso de participar no acto de despir a roupa
  • Saber apontar para as diferentes partes do corpo quando as nomeia, por exemplo, “onde está a boca?”, “onde está a tua barriga?”
  • Ficar sentado, quieto e entreter-se com algo ou concentrar-se 5/10 min num brinquedo.

Fonte: livro “Acabar com as fraldas e com o chichi na cama”, de Olga Reis.

A partir do momento em que decidirmos que é a altura ideal para iniciar o desfralde, nós, os pais, devemos também ser capazes de passar alguns sinais aos nossos filhos. Devemos, nomeadamente, munir-nos de toda a paciência que conseguirmos, que é a única forma de lhes passar a calma, a serenidade e a confiança de que eles precisam. 

Então, já estão prontos? Descubram agora o segundo passo para tirar a fralda de vez.

Desfralde: tirar a fralda de vez. Vamos lá!

Preparados para o segundo passo do desfralde? Vera Dias Pereira, do blog ‘As Viagens dos Vs‘ dá-nos as 11 dicas essenciais para concluir com sucesso este passo tão importante para os mais pequenos.

desfralde como tirar a fralda de vez

Voltando ao tema desfralde e, depois de ter iniciado (a sério) este processo, há cerca de um mês, penso (eu disse somente penso) que o pior já passou. Digo o pior, porque ainda não me mentalizei para passar à fase seguinte: tirar a fralda à noite.

Depois de uma fase conturbada, onde dava por mim a lavar cuecas onde quer que fosse (porque o grande problema sempre foi o cocó e não tanto o xixi), durante a qual eu desesperava muitas vezes, o Vicente, neste momento, já pede para ir à casa de banho 95% das vezes. Obviamente que se estiver distraído (e eu também) lá acontece um descuido ou outro.

E o que é que mudou neste últimos dias? O que é que eu fiz de diferente? Na verdade, nada. Apenas houve um dia em que o Vicente começou a chamar-me porque queria fazer cocó.

Escusado será dizer que, foi a alegria geral por aqui. E só quem tem filhos, percebe a importância que um momento destes representa nas vidas de todos. No entanto, e cá entre nós, com os dias de calor, optei por pô-lo a andar sem cuecas, assim de certeza que ia acabar por se sentir desconfortável, acabando por pedir para ir à casa-de-banho.

Na minha opinião, o grande segredo para que tudo isto corra bem, é, sem dúvida, esperar pelo momento certo e aceitar que cada criança tem o seu. 

Nós não devemos cair na tentação de rotular as coisas ou de comparar o nosso filho com os outros, porque se há crianças que estão preparadas para tirar as fraldas logo por volta do primeiro ano de idade, com outra isso pode acontecer apenas depois dos 3 anos.

Por isso, vamos relaxar, esperar os sinais (podem relembrar quais são eles aqui) e depois avançar, sem pressas nem pressões! Começar a fazê-lo antes do tempo, não só torna o processo mais longo, como também pode tornar-se mais desgastante e stressante para todos.

Mas, para além disso, devemos ter a consciência que este processo é, por norma, mais fácil e mais rápido nas meninas e que no primeiro filho demora muito mais, quando comparado com uma criança que já tenham irmãos.

Contudo, bem sei, que nos sentimos mais confortáveis em “partir para o desconhecido”, quando lemos sobre o assunto e quando conhecemos as eventuais técnicas que podemos adoptar para nos ajudar a, pelo menos, sentirmo-nos mais seguros e transmitir essa mesma segurança ao nosso filho. Por isso, partilho com vocês algumas das dicas que eu própria li e que vos podem ser igualmente úteis. Ora vejam:

1. Deixá-lo aprender pela imitação.

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Se ainda não o faz, deixem-no ir com vocês sempre que vão à casa-de-banho (com o pai e com a mãe). É uma boa forma da criança aprender as diferenças e de como deve ser usada a sanita.

Esta é peanuts por aqui, pois são raras as vezes que consigo ir à casa de banho sozinha, desde que o Vicente nasceu e quando vou, sou obrigada a deixar a porta aberta.

2. Ter o equipamento certo.

Há quem opte pelo penico e há quem prefira o redutor. Aqui o que importa é perceber o que os deixa mais confortáveis e seguros. O penico pode ser o mais recomendado de início, porque ele consegue ter os pés assentes no chão, o que lhe permite fazer força.

Os redutores são mais práticos e higiénicos, porque não tem que se lavar a seguir e com um banquinho também se revolve a questão da distância dos pés ao chão.

O Vicente sempre preferiu ir directamente à sanita, talvez porque na escola tenha começado a ir com os mais crescidos à casa de banho e usar as sanitas pequeninas.

3. Deixá-los acostumarem-se com o penico/redutor.

Devemos mostrar-lhe que o penico e/ou o redutor é dele e explicar-lhe para que servem. Deixá-lo sentar-se lá, até mesmo com roupa, nas primeiras vezes, apenas para se acostumar.

Podem também levar um boneco, que ele gostem, que faça xixi com ele.

Se ele oferecer resitência ou não quiser, nunca forçar. Isso é dos nossos maiores erros.

4. Comprar as cuecas especiais.

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Deixem-no escolher as que mais gosta. Por aqui, os bonecos e os carros resultaram que foi uma maravilha.

5. Criar uma estratégia de desfralde.

Por exemplo, pensar se querem tirar a fralda de uma vez só ou, se pelo contrário, o vão fazer de forma gradual.

Devem pensar nas consequências e vantagens de cada uma delas e qual será mais fácil de implementar na vossa rotina. Tirar de uma só vez agiliza o processo, no entanto, devemos estar preparadas para a probabilidade de ocorrer um maior número de incidentes. Já fazê-lo gradualmente pode ser mais demorado, mas encaixar-se melhor nas rotinas e compromissos (viagens de carro, passeios, escola…).

6. Andar com o menos roupa possível.

E nisso o bom tempo ajuda muito. Para nós, é um descanso, porque não se lava tanta roupa e ele não se sente tão desconfortável por ter a roupa molhada.

7. Facilitar as coisas.

Deixá-lo usar roupa prática, que seja fácil de subir e descer e cuecas mais largas. Deixar a porta da casa-de-banho aberta, com o banco junto a sanita ou o penico acessível. 

8. Controlar a nossa frustração.

Este processo por acabar por demorar mais tempo do que aquele que nos pensamos e/ou gostaríamos que demorasse e, mesmo as crianças que aprendem rápido, podem ter pequenos deslizes. Isso tudo é natural e nós devemos saber relativizar e não deixar que ele se sintam mal.

9. Divirtam-se!

Sim, devemos tornar as coisas divertidas, leves e naturais. Usem a vossa criatividade, associando, por exemplo, uma história àquele momento, deixando-o puxar o autoclismo (o Vicente adora dizer adeus ao xixi e ao cocó e a seguir puxar o autoclismo), podem ainda fazer um quadro com autocolantes, como uma espécie de prémio ou distraí-lo com livros. Na hora do desfralde, vale tudo 🙂

10. Saber quando é o momento certo para tirar a fralda à noite.

Começar a pensar nisso quando as coisas de dia já estiverem a correr mesmo, mas mesmo bem – é que o desfralde noturno pode ser algo peculiar. E, de seguida, começar a observar como está a fralda assim que acorda, se começar a estar seca, então é uma boa altura para avançar. 

11. Fazer uma grande festa quando as fraldas forem definitivamente embora!!!! YAY!!!! YAY!!!!

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Existe um método 100% eficaz para tirar as fraldas?

Para alguns, tirar as fraldas é sinónimo de alívio no orçamento familiar. Não obstante, sendo uma fase importante do desenvolvimento infantil deve ser um processo natural, tranquilo, que respeite o ritmo e necessidade da criança. Conceição Pereira, do blog Amor d’3ducação, explica-nos todos os passos e fala-nos sobre os Não’s e os Sim’s do desfralde.

O sucesso do desfralde não depende de “métodos ou produtos XPTO´s” mas de atitudes e comportamentos adequadas e coerentes. Ajudar a criança a conhecer o seu corpo e a desenvolver uma auto-estima positiva é meio caminho andado para o sucesso.

Os NÃO’s

  • Não apressar um processo que deve ser natural.
  • Não ceder à pressão da avó, da tia ou da prima, de que a criança já devia ter deixado as fraldas. Compreender que cada criança tem o seu ritmo e  não deixar que isso se transforme num bicho papão.
  • Esta fase não deve ser uma imposição, mas antes uma necessidade da criança apoiada pelos adultos mais próximos.
  • Não associar o desfralde ao verão. É certo que facilita o processo, mas pode não coincidir com a altura ideal para a criança.
  • Não andar com o bacio pela casa. Afinal, cada espaço da casa tem uma função e a criança precisa ter isso bem presente.
  • Não expor a criança num processo que diz respeito à sua intimidade.
  • Não criticar ou fazer comparações com A, B ou C.
  • Não repreender ou castigar  a criança por uma distracção.
  • O controle dos esfíncteres não é ensinado… precisa de tempo para ser adquirido.
  • Retirar as fraldas não é responsabilidade da creche, é um processo que deve ser iniciado em casa.
  • Não usar “fraldas cueca” (dão uma sensação de conforto e induzem a criança a adiar o aviso ou a corrida para a casa de banho).
  • Não associar o momento de higiene com aparelhos e jogos eletrónicos.
  • Não confundir reforço positivo ou elogio com recompensa material, que é totalmente dispensável.

Os SIM’s

  • O processo de controle dos esfíncteres deve ser contínuo e gradual, uma vez começado não deve ser interrompido, para que não se verifiquem retrocessos.
  • Tratar o tema com naturalidade, sem fazer dele o centro da vida da criança, é a abordagem mais adequada.
  • É fundamental a disponibilidade física e emocional, de todos os adultos que com ela convivem (escola/casa), devendo estes actuar em sintonia.
  • Observar a reação da criança aos aimentos e estabelecer um horário regular na utilização do bacio ou ida à sanita, para promover a integração da rotina (ao acordar, após refeições, ao deitar…).
  • Comunicar assertivamente com a criança. O reforço positivo é algo de extrema importância. Sempre que a criança atinja o objectivo (xixi/cocó no bacio), deve ser elogiada verbalmente com demonstrações de afecto.
  •   Reforçar as descobertas com recurso a brincadeiras e livros educativos.
  • Deixar a criança experimentar e apoiá-la nesta maravilhosa aventura!

Se tiver dúvidas e partilhas, pode contactar a Conceição através do e-mail [email protected].

Ainda não se sentem prontos para o desfralde? Sem problema!

Esta é uma transição importante e que tem de respeitar o ritmo do bebé e dos pais. Como refere a Filipa Ferreira, do blog Sei lá eu ser mãe, no artigo de opinião C*****-me para o desfralde!, não existe idade ideal para o desfralde, e as opiniões alheias não devem interferir com o bem estar familiar.

Se se identificam com estas palavras, não deixem de espreitar o artigo.

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