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O desenvolvimento infantil: Os três primeiros anos de vida

O desenvolvimento infantil: três primeiros anos vida

Desenvolvimento infantil: O que esperar nos três primeiros anos de vida? A Oficina de Psicologia explica-nos tudo. 

O desenvolvimento do ser humano é ininterrupto, gradativo e obedece a uma certa ordem e regularidade. Desde a conceção até à maturidade, há um paralelo no desenvolvimento do organismo, do cérebro e do comportamento.

O processo de desenvolvimento é rápido na primeira infância, depois vai-se tornando mais lento, torna-se rápido, novamente, durante o surto de crescimento pré-pubertário, volta a ser lento na adolescência e tem um nivelamento final por volta dos 18/19 anos.

Este processo dá-se como uma interação constante entre o indivíduo (as suas estruturas biológicas e mentais) e o meio em que se encontra inserido.

Neste artigo, iremos conhecer mais de perto as principais aquisições das crianças, desde o momento em que nascem, até aos 3 anos de idade, compreendendo mais de perto a normatividade das principais aquisições.

 

Dos 0 aos 6 meses:

  • A aprendizagem faz-se sobretudo através dos sentidos (imita sons, compreende algumas palavras familiares, como o nome dele, “mamã”, “papá”…, virando a cabeça quando o chamam)

  • Distingue a figura cuidadora das restantes pessoas com quem se relaciona, estabelecendo com ela uma relação privilegiada

  • Imita os movimentos, fixa os rostos e sorri (aparecimento do 1º sorriso social por volta das 6 semanas)

  • Aprecia bastante as situações sociais com outras crianças ou adultos

  • Manifesta a sua excitação através dos movimentos do corpo, mostrando prazer ao antecipar a alimentação ou o colo

  • O choro é a sua principal forma de comunicação, podendo significar estados distintos (sono, fome, desconforto…)

  • Apresenta medo perante barulhos altos ou inesperados, objetos, situações ou pessoas estranhas, movimentos súbitos e sensação de dor

 

Dos 6 aos 12 meses:

  • A aprendizagem faz-se sobretudo através dos sentidos, principalmente através da boca

  • Desenvolvimento da noção de permanência do objeto (uma coisa continua a existir mesmo que não a consiga ver)

  • Vocalizações: os gestos acompanham as suas primeiras “conversas”, exprimindo com o corpo aquilo que quer ou sente

  • A partir dos 8 meses: desenvolvimento do palrar, acrescentando novos sons ao seu vocabulário – utiliza “mamã” e “papá” com significado

  • O bebé está mais sociável, procurando ativamente a interação com quem o rodeia

  • Formação de um forte laço afetivo com a figura materna (cuidadora) – vinculação

  • Ansiedade de separação, quando é separado da mãe, mesmo que por breves instantes

  • Imitação

  • Ansiedade perante estranhos

  • Surgimento do objeto transitivo.

 

Do 1 aos 2 anos:

  • Maior desenvolvimento da memória, pela repetição das atividades

  • Maior curiosidade: explora o que o rodeia

  • Compreende ordens simples, inicialmente acompanhadas de gestos

  • A linguagem começa a adquirir tons de voz diferentes para significados diferentes

  • Aprecia a interação com adultos que lhe sejam familiares, imitando e copiando os comportamentos que observa

  • Maior autonomia (satisfação por estar independente dos pais, necessitando apenas de confirmar ocasionalmente a sua presença)

  • As suas interações com outras crianças são ainda limitadas (brincam em paralelo e não em interação)

  • Grande reatividade ao ambiente emocional em que vive

  • Embora esteja normalmente bem disposta, exibe por vezes alterações de humor (“birras”)

  • É bastante sensível à aprovação/desaprovação dos adultos

 

Dos 2 aos 3 anos:

  • Fase de grande curiosidade, sendo muito frequente a pergunta “Porquê?”;

  • Desenvolvimento da consciência de si: a criança pode referir-se a si própria como “eu” e pode conseguir descrever-se por frases simples, como “tenho fome”;

  • A memória e a capacidade de concentração aumentaram (conseguem regressar a atividades interrompidas)

  • A mãe é ainda uma figura muito importante para a segurança da criança, não gostando de estranhos

  • Imita e tenta participar nos comportamentos dos adultos: por ex., lavar a loiça, maquilhar-se, etc.

  • É capaz de participar em atividades com outras crianças, como por exemplo ouvir histórias

  • Nesta fase, as birras são uma das formas mais comuns da criança chamar a atenção

 

Pelo exposto, rapidamente compreendemos que as crianças são capazes de adquirir extensas e diversificadas habilidades mesmo antes de iniciarem na escola.

 

 

Natália Antunes – Psicóloga

Oficina de Psicologia

 

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