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O Choro do Bebé

O Choro Bebé

Não há nada tão desesperante para os pais como verem o seu bebé chorar. O Centro Pré e Pós Parto dá-nos algumas dicas para lidar da melhor forma com o choro do bebé.

É através do choro que o bebé nos comunica as suas necessidades.

Saber identificar as causas do choro torna-se num processo de aprendizagem semelhante a outra qualquer habilidade que se quer adquirir.

Estar atentos aos sinais que o bebé dá cada vez que chora, permite aos pais perceberem as causas que levam os bebés a chorar.

Alguns autores consideram que o 1º trimestre de vida dos bebés é o 4º trimestre de gravidez, ou seja, é o tempo que um bebé necessita de se adaptar a um ambiente completamente diferente àquele onde se manteve durante toda a gravidez, e por isso, este é o trimestre em que o choro está presente durante mais tempo.

Actuar sobre o choro implica actuar sobre as causas que o desencadeiam.

Necessidades como a fome, a fralda suja, frio ou calor, necessidade de atenção, cólicas ou doença são as causas mais comuns que levam os bebés a chorar.

Cada choro tem sinais específicos – por exemplo, o choro da doença é habitualmente pouco vigoroso, de baixa intensidade e com alguma sintomatologia associada (febre, nauses, vómitos ou diarreia); o choro da fome surge após uma pausa sem comer, acompanhado de sinais de fome (agitação, tentativa de procurar a mama e colocação dos dedos na boca); o choro da fralda suja surge após a mamada; o choro da necessidade de atenção, pára de imediato quando o bebé é colocado ao colo e reinicia quando o bebé é colocado na cama; o choro de desconforto por calor ou frio, surge associado a sinais de frio ou calor na pele, em que o bebé se acalma quando despido ou mais vestido; e o choro das cólicas surge habitualmente no final do dia, associado a um fácies de dor, rubor na face, abdómen timpanizado (“barriga dura”), tentativa de chuchar nas mãos e pernitas encolhidas.

 

O que fazer quando um bebé chora?

Em primeiro lugar, tente identificar as causas do choro e actue sobre elas; Desta forma, o bebé irá sentir que a sua necessidade foi compreendida e mereceu uma resposta. Isto irá contribuir para a sua auto-estima, conferindo-lhe segurança e tranquilidade.

A simulação das condições do ambiente materno, que conferem protecção e sensação de segurança devem, também, ser estimuladas. Assim, use uma mantinha para criar limites no bebe (simula os limites do útero materno), crie condições que simulem o ruido branco materno (alguns sons são semelhantes aos ruidos uterinos, como a electricidade estática do rádio ou o som de um secador de cabelo), balance-o, criando um ritmo constante (o que simula os balanços naturais do bebé no útero materno);

Dê colinho ao seu bebé. Os bebés necessitam de contacto físico com os pais, de sentir o seu cheiro, o seu coração e o seu calor. O colo não deve ser retirado de uma forma abrupta, apesar de tudo, os bebés foram tranportados ao colo durante toda a gravidez, ou seja, 40 semanas de colo.

Permita ao seu bebé chuchar. Esta é uma das formas que o bebé tem de se auto-regular, esta estratégia já é usada na barriga da mãe. A sucção não nutritiva regula a função cardíaca, respiratória e hormonal e intervém no controle da temperatura corporal;

Utilize o poder da água quente. Muitos bebés acalmam quando colocados em suspensão dentro de água, de preferência em posição vertical (usando o recurso de uma banheira vertical, tipo “tummy tub”). Estas banheiras são calmantes uma vez que simulam as condições do útero materno.

Use a massagem. O poder do toque permite ao bebé acalmar, e aumentar a vinculação com os pais.

Aprenda por tentativa e erro. Cada bebé tem a sua forma de regular o choro, pelo que algumas estratégias muito úteis para uns bebés poderão revelar-se completamente ineficazes para outros. Manter a calma é fundamental para este processo de aprendizagem.

Descanse sempre que o bebé esteja a dormir. Alguns bebés são mesmo uma “prova de fogo aos pais”, pelo que se não descansarem enquanto o bebé o permitir, estarão mais exaustos e com menos disponibilidade para conhecerem as necessidades do bebé.

Respire fundo! Pense que esta é só uma fase, e que vai passar. Com o crescimento, também irão amamdurecer os mecanismos e estratégias de autoconsolo e de tranquilização.

Não ofereça medicação para as cólicas sem prescrição médica ao seu bebé. A maioria das situações que levam ao choro não são associadas às cólicas.

 

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