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Crónicas do Repolho: A fuga ao potinho I e II!

Crónicas Repolho: fuga potinho I II

Há muito pouco tempo, à semelhança do que acontece em várias famílias, espalhadas pelos cinco continentes deste mundo (ou do outro, se lá houver leitores), nasceu o Repolho. Munido de uma arma poderosíssima, um estridente buááá, o Repolho luta, ao longo de todo o livro, com monstros de várias espécies: o das cólicas, o do sono, o dos dentes e o mais temido de todos: o monstro dos papás. A Pumpkin divulga agora algumas das suas crónicas mais divertidas. 

25 de Agosto de 2016

Ontem, os meninos papás chegaram com uma novidade, para a qual ainda não tenho explicação. Estou a estudar o caso e a tentar formar uma opinião. Ora, a novidade dá pelo nome de potinho (pote, bacio, penico, blá, blá, blá). Não consegui entender se é um brinquedo novo, ou que raio de coisa é aquela. Percebi que está relacionada com o meu cocó. Até aqui, nada de novo. Passam anos (2) e os papás continuam obcecados com o meu cocó. Essa é que é essa. Agora, o que me preocupou é o que vem fazer esse tal de potinho, ao meu cocó. Os papás dizem que tenho que sentar-me nele. Aliás, já lá sentaram todos os meus brinquedos. De repente, andam todos a fazer cocó, sem parar. Sai o au-au, entra a mé-mé, sai a mé-mé, entra o Gaspar e lá anda o penico numa roda viva. Ora, isso, traz-me alguns problemas. Primeiro, eu tenho que me sentar onde já se sentou meio mundo? Depois, se eu sempre fiz cocó, quando, onde e na posição que eu bem entendia, porque tenho agora que me limitar ao tal potinho? Vou de cavalo para burro? Pior do que tudo e, isto sim, alarmou-me MESMO, foi que os papás me pediram que os avisasse quando o cocó estivesse a chegar. Por mim, tudo bem, mas quem me avisa a mim?

1 de Setembro de 2016 

A saga do potinho continua e eu já tenho a minha opinião mais do que formada. É que nem pensar!!! Não é que o potinho não seja engraçado e giro. No fundo, no fundo, até parece confortável, mas os papás têm levado este assunto longe de mais e eu tenho que bater o pé. É que, se inicialmente, punham os meus bonecos a cumprir penitência no potinho, nestes últimos dois dias, a coisa tem feito calendário completo, no mundo do entretenimento cá de casa: o bacio virou teatro de fantoches, assunto de livro, de canções e  pasmem… vídeos! Tenho que pôr um ponto final nesta brincadeira, antes que o meu cocó se assuste e desista de sair! A verdade é que isto tem mais que se lhe diga do que parece à primeira vista. Sim! Tenho refletido bastante e começo a achar que os papás estão a tentar livrar-se das obrigações que têm com a minha pessoinha.

  • Primeiro, começaram com a brincadeira das idas ao parque: “Ah-e-tal, vais para o parque! Vais divertir-te, brincar com outros meninos, vai ser tão giro! (Não foi!)…”Vais ver que à noite o ó-ó até vem mais rápido e tudo” Claro! Não digam mais nada. Estava-se mesmo a ver que havia ali interesse. Qualquer dia ainda me dopam, não?
  • Depois, foi a história do potinho. “Repolho, as fraldas são desconfortáveis, tu detestas mudá-las, já és um menino grande…”. Traduzindo: “Blá, Blá, Blá, Blá, gostamos muito de ti, mas esta história de mudar fraldas, anda a dar-nos nos nervos!”
  • Por último, cereja no topo do bolo, tenho notado, algumas passagens subtis da colher da papa, para a minha mão, na hora da refeição. Oi??? Agora, também querem que eu coma sozinho? Sério? Eu bem tenho demonstrado o meu descontentamento e cada vez que a mamã me põe o talher na mão, eu devolvo com força e faço cara de mau. Lentinha como sempre, a menina mamã não tem percebido a dica.

Só me pergunto o que virá a seguir? Não querem também que comece a cozinhar, a aparar a relva, a trocar as lâmpadas ou, pior, ir deitar-me sozinho? Afinal a maioridade atinge-se aos 18 ou aos 2 anos?