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Chucha: amiga ou inimiga?

Chucha: amiga inimiga?

Um dos primeiros acessórios que compramos para os bebés é a chupeta e a sua imagem é directamente associada aos mais pequenos. Existem de várias formas, cores e tamanhos para que agradem a pais e filhos, procurando respeitar o desenvolvimento ortodôntico da criança e diminuindo as consequências da sua utilização. Porém, coloco a seguinte questão: será isso suficiente para deixemos as crianças usar a chupeta “o tempo que quiserem”?

O uso da chupeta é tudo menos consensual entre os especialistas de saúde infantil. Para muitos, a chupeta é uma estratégia usada mais para acalmar os pais do que o próprio bebé. A introdução da chupeta nos hábitos do bebé tem, segundo os especialistas, mais desvantagens do que vantagens. De facto, a única vantagem apontada, e mesmo assim com alguma renitência e reserva, parece ser o facto de poder contribuir para tranquilizar o bebé.

Os pais e cuidadores das crianças devem ter a preocupação de reduzir o tempo de utilização da chupeta, de forma gradual, para que a possam remover por completo até aos 2 anos de idade. Isto porque, a partir dos 2 anos a utilização da chupeta passa a ser mais prejudicial que benéfica para o desenvolvimento da criança. Nos dias de hoje, existem chupetas ortodônticas que têm como objectivo não prejudicar o desenvolvimento da criança a esse nível e fortalecer a musculatura oral.

Contudo, é importante que o seu uso seja feito por curtos períodos de tempo, porque após os dois anos de idade a criança mantém-se acordada durante a maior parte do dia. Podemos assim limitar o uso da chupeta ao horário de dormir, de forma a não causar danos nos órgãos fono-articulatórios, no desenvolvimento da arcada dentária e do palato, no posicionamento dos dentes, na respiração e na deglutição.

 

Texto de Ana Paiva e Catarina Olim – Terapeutas da Fala na Arte & Fala 

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