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5 milagres na ligação mãe-bebé comprovados pela Ciência

5 milagres ligacão mãe-bebé comprovados pela Ciência

Tem um bebé e nota, todos os dias, que o choro dele lhe parece mil vezes mais insuportável do que o das outras crianças? É normal: está cientificamente comprovado que as ondas sonoras que o som do choro dos nossos bebés emite provocam no nosso organismo mecanismos de defesa e sobrevivência, impostos e programados pela natureza há milhões de anos atrás. Contamos-lhe mais cinco factos amorosos na ligação mãe-bebé que estão comprovados pela ciência! 

1. Pode admiti-lo: está viciada no seu bebé. 

Está cientificamente provado que o cheiro de um recém-nascido é viciante para as mães. A Universidade de Montreal estudou o cérebro de quinze recém-mamãs e revelou que o cheiro do bebé despoletou uma resposta psicológica nos centros de prazer, semelhante à provocada pelos desejos de comida. 

Johannes Frasnelli, que conduziu a investigação, sublinha que a os sinais químicos olfactivos entre mãe e filho são muito intensos. Esta informação tem relevância se percebermos que falamos do estabelecer de laços e do surgir do amor maternal, através de uma comunicação não-verbal e não-visual, fundamental para a sobrevivência do recém-nascido. 

Ao mesmo tempo, esta reacção beneficia também as mães. Nos primeiros meses, os bebés precisam acima de tudo de ser cuidados, mas acabam por não interagir connosco, pelo que alguns momentos se tornam mais recompensadores para nós devido ao facto de os centros de prazer do nosso cérebro serem ativados na presença dos nossos filhos. 

2. A temperatura corporal das mães regula a temperatura do bebé. 

Quando uma mãe carrega o seu bebé, e especialmente quando faz com ele contacto pele com pele, a temperatura do corpo da criança depende do da mãe. O calor do peito da mãe é adaptável por natureza, permitindo um sono descansado e a poupança de energia de forma a manter o bebé à temperatura perfeita

A temperatura do peito pode baixar ou subir rapidamente conforme a temperatura do bebé. Se a criança estiver a ficar feria, a temperatura do peito pode aumentar até 2ºC em dois minutos. Por isso, abrace o seu bebé se ele tiver febre, de forma a baixar-lhe a temperatura, carregue-o no colo em vez de usar o carrinho, e mantenha-o à temperatura ideal para as suas necessidades. 

3. Não é suposto que o bebé durma a noite toda.

Detestamos ser portadores de más notícias, mas a ciência diz-nos que não é suposto que um bebé (nem mesmo uma criança de 2 anos) durma durante toda a noite. Ter expectativas realísticas sobre o ritmo e padrão de sono de um bebé torna mais fácil aceitar a realidade e resistir a técnicas perigosas para a saúde física e mental dos nossos filhos, como deixá-los a chorar até adormecerem pela exaustão. 

Uma das razões por que os bebés não dormem toda a noite tem a ver com a natureza humana – funcionávamos originalmente através de um padrão de sono bifásico, ou seja, de duas fases. A primeira, desde que o sol se põe até perto da meia noite, e a segunda, desde a uma/duas da manhã até ao amanhecer. Com a invenção da eletricidade, o nosso padrão natural alterou-se, permitindo-nos manter-nos acordados até mais tarde e consolidando como normal dormir as oito horas seguidas.

Os nossos bebés ainda se estão a estabelecer entre aquilo que lhes é natural e as convenções que a sociedade impõe – o seu filho consolidará o seu padrão de sono, também. Até lá, apague as luzes e deite-se com o seu bebé sempre que possível, para que acordar à meia noite não seja tão cansativo como foi até agora. 

4. Tum tum, tum tum!

Basta cruzarem os olhares e sorrirem um para o outro para mães e bebés sincronizarem o bater do coração em menos de um segundo – um estudo feito na Universidade Bar-Ilan em Israel comprovou este facto. Enquanto outros animais dependem do contacto físico para que esta sincronização aconteça, uma mãe humana apenas precisa de olhar para o seu bebé com carinho. 

5. A voz da mãe encoraja ao desenvolvimento da linguagem. 

Quem o diz são os investigadores da Universidade de Montreal: O cérebro de um recém-nascido responde de forma intensa à voz e aos sons emitidos pela mãe.

Os investigadores testaram a reacção dos bebés enquanto dormiam: quando ouviam a voz da mãe fazer um “aaaah” prolongado, o lado esquerdo do cérebro activava-se, desenvolvendo atividade no circuito de processamento e desenvolvimento da linguagem. Por sua vez, quando quem emitia o som era a enfermeira, era o hemisfério direito quem reagia: este está associado ao reconhecimento de voz.