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Crónicas do Repolho: A canção do bandido, digo, do repolho

Crónicas Repolho: cancão bandido, digo, repolho
Há muito pouco tempo, à semelhança do que acontece em várias famílias, espalhadas pelos cinco continentes deste mundo (ou do outro, se lá houver leitores), nasceu o Repolho. Munido de uma arma poderosíssima, um estridente buááá, o Repolho luta, ao longo de todo o livro, com monstros de várias espécies: o das cólicas, o do sono, o dos dentes e o mais temido de todos: o monstro dos papás. A Pumpkin divulga agora algumas das suas crónicas mais divertidas. 
Afinal, esta coisa do falar tem muito mais que se lhe diga do que aquilo que eu andava a pensar, inicialmente. E, reparem, que não é reclamação, é um elogio! O raio da fala ajuda imenso! Dou por mim a fazer asneiras do arco da velha e depois, lá balbucio algumas palavras e a coisa até corre bem.

Claro que, como ainda ando na fase experiência – erro, às vezes ganho grandes ralhetes, mas em determinadas situações, a fala tem-me safado de boas.

Por exemplo, há uns dias atrás, a mamã fez sopa. Eu adoro a minha mamã. É fofinha, meiguinha e faz papinhas muito boas, mas a sopa… nem vou estar com rodeios. A sopa da mamã é horrível! Ainda não decidi se devo ou não arriscar e dizer-lhe isso, frontalmente. Então, para já, faço o mais sensato, o que revela até, um pouco mais de inteligência emocional da minha parte, e cuspo a sopa toda, ao som do meu melhor blhac! Problema: Na segunda-feira, fiz isso em cima do menino papá e ele não achou grande piada. Ralhou, ralhou, ralhou (e pior do que tudo, tirou-me a bola, como castigo). Quando eu já estava perdidinho da vida, sem saber onde me meter, olhei para a mamã com ar preocupado e arrisquei um “Mamã, axuda!”. Dois segundos depois, ria o papá, ria a mamã e eu… um tanto ou quanto surpreendido com aquele desfecho, alinhei na situação e ri também.

Claro que fiquei a magicar na coisa. Então, ontem, fiz uma nova experiência. Ora, se há coisa que eu gosto, é de saltar no sofá. A mamã fica doida! Esperei, pacientemente, o fim do jantar e, aproveitando uma leve distração da menina mamã, trepei para o sofá. Saltei, tombei, cambaleei, voltei a saltar até que ouvi, em tom ligeiramente superior ao legalmente permitido, depois das 20 horas, em qualquer casa de boas famílias, o já esperado “SENTAAA”!

E eu sentei. A mamã espetou o dedo (ela faz muito isso, ainda não entendi para onde é que ela quer que eu olhe, quando o faz, mas aceito) e começou a raspanete. Blá-blá-blá, blá-blá-blá, dói-dói para aqui, menino malandro para ali, blá-blá…

Às tantas, lancei os bracinhos ao pescoço da mamã e só tive que dizer “Assculpa, mamã” e acabou tudo. Espetacular!

Acho que, hoje, vou finalmente testar se o iPhone do papá é mesmo anti-choque. Se a coisa correr mal, pode ser que um “beixinho, papá” me ajude.

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