2016 já lá vai, mas muitos estudos desenvolvidos ao longo do último ano transmitem-nos boas ideias e lições na luta que é ajudarmos as nossas crianças a serem melhores e mais felizes a cada dia. 

1. Não faça da televisão babysitter - sente-se com os miúdos e vejam, juntos, o seu programa favorito. A College of Media & Communication do Texas levou a cabo um estudo onde examinaram o comportamento fisiológico das crianças que viam televisão sozinhas e das que viam com os pais. Os resultados: os miúdos interessam-se mais pelas atividades - qualquer uma! - quando os pais estão envolvidos. Os investigadores notaram uma alteração do ritmo cardíaco e na pele como condutora de eletricidade estimulada nas crianças que viam televisão com os pais. Esta alteração é um indicador do esforço de aprendizagem e na ligação cérebro-corpo provocada pela presença do pai ou da mãe. 

2. No brincar é que está o ganho. Nancy Carlsson-Paige, especialista em educação e autora do livro "Taking Back Childhood" (traduzindo literalmente, "Recuperar a Infância") e é apenas uma das defensoras da teoria de que as crianças precisam de brincar - e que é através da brincadeira, mais do que de uma instrução rigorosa, que aprendem. Mais jogos didáticos e mais estímulos divertidos, nas creches e em casa, por favor. 

3. Rua! Ninguém foi expulso da sala de aula por mau comportamento, mas a verdade é que um estudo da Skip comprovou que as crianças portuguesas passa tão pouco tempo ao ar livre como um recluso. Outro estudo da Universidade de Illinois defende que as famílias que, em conjunto, promovem atividades ao ar livre são mais felizes. 

4. Hygge, por favor. Os dinamarqueses têm uma palavra sem tradução directa em nenhuma outra língua: hygge. Significa criar uma atmosfera agradável e aproveitar as coisas boas da vida com pessoas igualmente boas. Não há nada mais hygge do que estar à volta de uma mesa, com boa comida, velas, a conversar sobre as grandes e pequenas coisas do dia-a-dia. As famílias dinamarquesas criam este momento. Ele não acontece por coincidência, é uma prioridade. O foco é o "nós" e não o "eu" - e por isso é que os dinamarqueses são o povo mais feliz do mundo, segundo Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico

5. Empatia, empatia, empatia. Está comprovado cientificamente que a empatia e a compaixão são sentimentos enraízados na natureza humana desde o nascimento. No entanto, precisam de ser estimulados por um adulto para que cresçam, se desenvolvam e façam sentido no coração e na mente das crianças. Muitos adolescentes sentem que os pais falam sobre gentileza, gratidão e amizade, mas que na verdade os valorizam mais pelos resultados escolares ou desportivos e menos pelas pessoas que são. Há que colocar o foco naquilo que realmente importa, porque são esses valores que dominarão toda a trajetória de vida das nossas crianças.