O bebé começa as suas reservas de ferro ainda em útero e estas permanecem até cerca dos 6 meses.

É sabido que o leite materno até aos 6 meses tem uma pequena percentagem de ferro, o que no último Congresso Internacional de Amamentação foi discutido como sendo um sinal sugestivo de que os bebés não precisam assim tanto deste elemento para o funcionamento do organismo.

Contudo, este ferro presente no leite materno (ainda que em pequena percentagem) tem uma biodisponibilidade muito maior do que o ferro adicionado aos leites artificiais. Ou seja, é muito melhor absorvido do que noutras apresentações artificiais, mesmo em pequenas concentrações.

Logo, não pensem que o leite materno não tem o seu valor nutricional, porque tem e isso actualmente é inquestionável, como todos os estudos sobre a bioquímica do leite!

Podem, no entanto, surgir algumas carências em alguns bebés e para prevenir e melhorar esta situação nada melhor que a alimentação saudável.

Até aos 6 meses, não há recomendação em especial para além de amamentar, pois o bebé há-de ter as suas reservas. A partir daqui, será ideal variar os alimentos ao bebé, oferecendo-lhe desde frutas a vegetais e proteína de origem animal.

Uma dica para aumentar ainda mais a absorção de ferro é juntar à carne/peixe vários legumes ou frutas ricas em vitamina C para potenciar esta absorção (por exemplo: tomate, brócolos, pimento, kiwi, laranja, frutos vermelhos…).

Em casos de mães vegetarianas, existem opções viáveis cujas mães já sabem, porque as utilizam na sua dieta habitualmente. Opções como grãos integrais, legumes de folha verde escura e frutos secos podem ser fontes de ferro alternativas à carne e peixe. Devem seguir a dica anterior, para potenciar a absorção do ferro.

Este artigo foi gentilmente cedido pelo Barrigas de Amor.