Há muito pouco tempo, à semelhança do que acontece em várias famílias, espalhadas pelos cinco continentes deste mundo (ou do outro, se lá houver leitores), nasceu o Repolho. Munido de uma arma poderosíssima, um estridente buááá, o Repolho luta, ao longo de todo o livro, com monstros de várias espécies: o das cólicas, o do sono, o dos dentes e o mais temido de todos: o monstro dos papás. A Pumpkin divulga agora algumas das suas crónicas mais divertidas. 

Nestes últimos dias, tenho-me deparado com alguns problemas técnicos na arte da sanita.

Isto, porque alguém, (e atenção, menina mamã, que não estou a acusar-te de nada), se esqueceu de me avisar que há dois tipos de situações que podem acontecer, numa sanita.

Ora eu, que estou a um passo de me tornar mestre no cocó, fui surpreendido com um contratempo muito mais sorrateiro, chamado “xixi”.

Resumindo e concluindo, passámos dias e dias, semanas até, a ver vídeos, a ler livros e a cantar músicas em torno do dito cocó. Quando finalmente me sinto pronto para deixar a fralda, vem a conversa do “Ah e tal, agora, Repolho, tens que ter cuidado com o “xixi””.

- Desculpem? Cuidado com quem? Esse tal de “xixi” não é só um nome alternativo para o que se faz na sanita? Uma palavra diferente para quando me cansar de dizer cocó? Não?

Pois não, não é. E estou a aprender isso da pior maneira possível. O “xixi” é, na verdade, uma atividade completamente diferente. E eu não estava minimamente preparado ou com paciência para ela. Na fralda, não havia cá confusões. Quando alguma coisa tinha que sair, saía e pronto. Agora, sem fralda, eu fico confuso. Nunca sei qual é a vontade apertadinha que me dá. Se for cocó lá me safo, mas confesso que só me apercebo que é o “xixi” quando já é tarde. Dou por mim a servir de regador de plantas dentro da minha própria casa.

Eu só gostava que alguém (papás!!!!!!) me explicasse por que carga de água não me falaram antes do “xixi”? É algum tipo novo de tortura? É? É?

 

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