Há muito pouco tempo, à semelhança do que acontece em várias famílias, espalhadas pelos cinco continentes deste mundo (ou do outro, se lá houver leitores), nasceu o Repolho. Munido de uma arma poderosíssima, um estridente buááá, o Repolho luta, ao longo de todo o livro, com monstros de várias espécies: o das cólicas, o do sono, o dos dentes e o mais temido de todos: o monstro dos papás. A Pumpkin divulga agora algumas das suas crónicas mais divertidas. 

"É PATAL? É PATAL? É???

Aqui, na família Repolho, vive-se o Patal Natal, intensamente. Já temos pinheirinho, já fizemos todo o tipo de enfeites que o “tio Google” nos conseguiu ensinar (dentro das limitações óbvias da menina mamã) e já temos luzes suficientes, que me obrigam a usar óculos de sol, dentro de casa. Não posso, por isso, negar que toda esta novidade do Patal, tem sido uma grande animação! No que é bom e no que é mau! Sim, porque há coisas do Patal que andam, aqui, a comer-me a cabeça.

Ora, vamos por partes.

Eis o que eu já consegui perceber.

1.º O Natal é muito giro, cheio de cor, de luz, de neve e de presentes.

2.º (…) Admito que foi só!

Agora, eis o que AINDA não consegui perceber.

Em primeiro lugar, e antes de tudo, o que raio é o Patal? Peço desculpa, mas ainda não entendi. É uma festa? É um parque, enfeitado com prendas e doces? Uma pista de gelo, para bonecos de neve, com capuz vermelho? Sim? Não?

Segundo, se é uma festa, quando é? A mamã fala do Patal, a toda a hora e sempre com tanta alegria, que eu fico com medo que o Patal esteja a acontecer, naquele preciso momento e eu não esteja a perceber.

Terceiro e este é um ponto de honra. Como é que os meninos papás tiveram o atrevimento de enfiar uma árvore INTEIRA dentro da MINHA casa, se comigo dá logo direito a ralhete se trago um pauzinho, que seja?

Em quarto lugar, a questão que anda a roubar-me o sono. Que obsessão é esta com o Pai Patal? Não entendo. Aliás, devo confessar que quanto mais ouço falar desse senhor, mais medo tenho. É que sejamos realistas. Alguém que vive o ano inteiro sozinho, no Pólo Norte, a fazer presentes e acha que consegue voar com a ajuda de renas, não deve ter os cucos todos. A mamã bem tenta explicar. Aliás, repete a mesma lengalenga, vezes e vezes, sem conta. O problema é que, para ela, todas as questões ficam resolvidas com os pós de magia que o Pai Patal usa. Novata, pá! Mas, ok. Vamos partir do pressuposto que eu aceito isso (não aceito, mas vamos fingir que sim). Então, recapitulando. Existe um senhor, que não precisa de trabalhar para ganhar dinheiro e que, numa só noite, corre o mundo inteiro, a distribuir presentes (enquanto eu, que moro apenas um continente abaixo, demoro oito horas para ir visitar os vovós) .

Então vá, julgamentos de valor à parte, uma pergunta prática. Se esse tal Sr. Pai Patal se enganar no meu presente, onde fica o balcão de reclamações?

 Feliz Patal!"

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