Clã abrem a programação do Teatro Nacional São João em 2017. Banda regressa aos espaços do TNSJ com o musical infanto-juvenil Fã. Espetáculo estreia-se a 5 de janeiro, no Teatro Carlos Alberto

Já é conhecida a programação do Teatro Nacional São João (TNSJ) para os primeiros três meses de 2017. Olga Roriz, Jorge Silva Melo, Rogério de Carvalho, Tiago Rodrigues, Nuno Cardoso ou Romeo Castellucci são alguns dos criadores que vão “ocupar” o TNSJ, Teatro Carlos Alberto e Mosteiro de São Bento da Vitória.

Entre as sugestões para o primeiro trimestre, destaque para a produção da Casa que abre o novo ano: Fã, musical infanto-juvenil que conta com a participação dos Clã e com encenação de Nuno Carinhas, diretor artístico do TNSJ.

 

Fã marca o regresso dos Clã

  • É longa a ligação entre o TNSJ e os Clã. Desta feita, a união resulta na estreia de um musical infanto-juvenil que conta com encenação de Nuno Carinhas e libreto de Regina Guimarães.
  • Fã não é, nesta criação, apenas um fanático de uma banda musical, mas também a abreviatura de fantasma, essa criatura que gosta de teatros, do avesso dos cenários, e aí passa os dias a pregar partidas.
  • O espetáculo, dirigido a toda a família, estreia-se a 5 de janeiro, no Teatro Carlos Alberto, e fica em cena até 29 de janeiro.

 

A martirizada Alepo na visão de Olga Roriz

  • Em Antes que Matem os Elefantes, a coreógrafa Olga Roriz coloca em cena uma tragédia contemporânea: a cidade martirizada de Alepo, a face mais sangrenta da guerra civil na Síria.
  • A peça começa num registo documental, com vozes de crianças sírias projetadas num ecrã negro, para depois nos instalar no interior de um apartamento em ruínas. O espetáculo poderá ser visto no TNSJ entre 26 e 28 de janeiro.

 

O fim do ciclo dedicado a Tennessee Williams

  • Com A Noite da Iguana – que estará em cena de 9 a 26 de fevereiro no TNSJ – o encenador Jorge Silva Melo e os Artistas Unidos fecham um ciclo de quatro peças (três delas coproduzidas pelo TNSJ) dedicado a Tennessee Williams.
  • Estreado na Broadway em 1961, o espetáculo convoca o público para um ambiente tropical mexicano onde num hotel barato se cruzam um conjunto de personagens que carregam, com sarcasmo e com ternura, os seus paraísos perdidos e os seus infernos construídos, à procura de um porto de abrigo.

 

O regresso do Ao Cabo Teatro à dramaturgia russa

  • Depois da abordagem tchekhoviana de A Gaivota e As Três Irmãs, a companhia Ao Cabo Teatro regressa à dramaturgia russa com um texto de Máximo Gorki.
  • Com encenação de Nuno Cardoso, o espetáculo apresenta-nos Os Veraneantes que enveredam por uma teia de desejo e frustração “que autopsia, então e agora, a nossa impotência perante o desenrolar da vida”.
  • O espetáculo estreia-se dia 9 de março no TNSJ e permanece em cena até 18 de março.

 

As Confissões de Santo Agostinho estreiam-se no TeCA

  • Partindo da produção teológica e doutrinal de Santo Agostinho – que está na base de alguns dos esquemas concetuais que moldaram, decisivamente, a cultura ocidental até aos nossos dias – As Boas Raparigas… e o TNSJ estreiam Confissões.
  • O espetáculo, que pode ser visto de 17 a 26 de março no TeCA, concentrar-se-á nas questões em que o Padre da Igreja tem algo a dizer-nos (a nós, espectadores) enquanto seres humanos, independentemente da posição confessional.
  • A encenação é de Rogério de Carvalho.

 

Ciclo dedicado a Romeo Castellucci

  • Duas décadas após a primeira passagem de Romeo Castellucci pelo TNSJ, aquando do festival PoNTI, o TNSJ dedica um ciclo à obra do agora consagrado encenador italiano, com várias iniciativas no Mosteiro de São Bento da Vitória.
  • A 27 de março, Dia Mundial do Teatro, decorre um seminário com Alexandra Moreira da Silva que aborda a estética de Castellucci.
  • Já no dia seguinte, 28 de março, o encenador dirige uma masterclass em que abordará o seu processo dramatúrgico e os seus questionamentos.
  • Nos dias 30 e 31 de março, o Claustro do Mosteiro de São Bento da Vitória acolhe Júlio César – Peças Soltas, uma intervenção dramática sobre William Shakespeare integrada no BoCA – Biennal of Contemporary Arts e cujo conceito e direção é da responsabilidade de Castellucci.

 

Os Últimos Dias da Humanidade rumam ao Teatro Nacional D. Maria II

  • Após o sucesso da temporada no TNSJ, a produção da Casa de 2016 ruma ao Teatro Nacional D. Maria II, onde poderá ser vista de 12 a 22 de janeiro.
  • Os Últimos Dias da Humanidade, que parte da obra de Karl Kraus, conta com encenação conjunta de Nuno Carinhas e Nuno M Cardoso e explora o Carnaval Trágico da Primeira Guerra Mundial numa obra que o próprio autor considerava como impossível de levar à cena.
  • Tal como no Porto, o espetáculo é dividido em três partes – Esta Grande Época, Guerra é Guerra e A Última Noite – que podem ser vistas isoladamente.